Projeto Meninas STEM impulsiona meninas da rede pública em programação em Petrópolis

No Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, o projeto Meninas STEM, apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está transformando a trajetória de jovens estudantes do ensino médio. A iniciativa foca em quebrar o ciclo de exclusão que historicamente afastou mulheres das carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), oferecendo ferramentas técnicas e referências femininas para fomentar inclusão e confiança.

Alunas como Sara Tavares e Ana Mayworm, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), descobriram novas perspectivas profissionais por meio do projeto. Sara, que inicialmente considerava áreas como administração ou publicidade, desenvolveu interesse em programação após contato com a lógica computacional. Ana, por sua vez, percebeu o potencial multidisciplinar da tecnologia para resolver problemas sociais, especialmente na área de saúde. “Para mim, abriu um leque de possibilidades sobre pesquisa, principalmente as multidisciplinares. Descobri que é possível ajudar pessoas na saúde com tecnologia e programação”, reflete Ana.

O programa vai além de aulas teóricas de programação, incorporando atividades práticas como o clube de ciências, visitas técnicas e o desenvolvimento de jogos digitais. Essas experiências imersivas desmistificam a ciência, tornando-a acessível e motivadora. Os jogos criados pela turma foram publicados no site oficial do LNCC, validando o esforço das participantes e integrando-as ao ecossistema científico.

A pós-doutora Andressa Alves Machado, uma das professoras do projeto no LNCC, enfatiza o impacto social. “O impacto do projeto para meninas em vulnerabilidade social é imenso. Algumas delas não tinham muita perspectiva, a gente vê como elas chegaram e como foram incentivadas a ver que são capazes”, afirma. A iniciativa reconstrói a autoestima de alunas inseguras, devido a questões socioeconômicas ou de gênero, e as prepara para objetivos claros de carreira. Em um país desigual como o Brasil, o Meninas STEM promove equidade ao levar a ciência para onde ela é negada, beneficiando tanto as estudantes quanto as educadoras no processo de aprendizado mútuo.

T CSM

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