Projeto proíbe telhas de fibrocimento com menos de 5mm no Brasil

Projeto proíbe telhas de fibrocimento com menos de 5mm no Brasil
Projeto proíbe telhas de fibrocimento com menos de 5mm no – Reprodução

O Projeto de Lei 6387/25, apresentado na Câmara dos Deputados, proíbe a fabricação e a venda no Brasil de telhas de fibrocimento com espessura inferior a cinco milímetros. A medida visa estabelecer requisitos mínimos de segurança, resistência e durabilidade para telhados de residências e edifícios, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

De acordo com o texto do projeto, fabricantes e importadores serão obrigados a informar claramente nos rótulos e embalagens a espessura da telha, a vida útil estimada, a resistência mínima comprovada por testes e se o produto atende às normas técnicas exigidas.

O governo federal, após consulta ao Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), definirá as normas técnicas para materiais de cobertura, incluindo padrões mínimos de resistência e durabilidade contra intempéries como calor, sol, umidade, ventos e eventos climáticos extremos.

A proposta também prevê a substituição gradual de telhas existentes que não atendam ao requisito de espessura. Essa troca será obrigatória em casos como reformas que afetem mais de 50% da cobertura, imóveis que recebam financiamento federal para reconstrução e melhoria habitacional, ou beneficiários de programas públicos de reconstrução após desastres.

Para auxiliar famílias de baixa renda, o governo poderá criar linhas de crédito e subsídios destinados à substituição de coberturas inadequadas.

O autor da proposta, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), justifica a iniciativa pelos riscos associados a telhas finas, que se quebram facilmente e causam prejuízos e perigos às famílias, especialmente em meio às mudanças climáticas e eventos extremos. Segundo ele, a experiência de trabalhadores da construção civil e de famílias afetadas por intempéries demonstra que esses materiais não mais atendem às expectativas mínimas de desempenho para a segurança habitacional.

O projeto tramitará em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Para se tornar lei, precisará de aprovação da Câmara e do Senado. As informações foram retiradas da Agência Câmara.

T CSM

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