O Pentágono informou nesta terça-feira (11) a parlamentares dos Estados Unidos que a guerra em curso contra o Irã já custou mais de US$ 11,3 bilhões (aproximadamente R$ 58 bilhões, na cotação mais recente) nos primeiros seis dias de ofensiva. A estimativa foi apresentada em uma reunião privada realizada no Capitólio, segundo o jornal The New York Times, e representa o cálculo mais amplo levado até agora ao Congresso sobre o custo da operação que está sendo conduzida com Israel.
Segundo a informação, as autoridades do Pentágono não detalharam publicamente como esse valor foi composto. O Times disse que que a cifra apresentada aos parlamentares não inclui várias despesas associadas à operação, como a mobilização prévia de equipamentos militares e de pessoal antes do início dos ataques. Por isso, segundo o relato, congressistas esperam que o custo real da primeira semana seja consideravelmente maior à medida que o Pentágono conclua os cálculos.
A divulgação da estimativa ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o governo do presidente Donald Trump em Washington. Parlamentares, principalmente os do Partido Democrata, vêm cobrando explicações diárias sobre os objetivos da operação em curso, a extensão e o prazo da guerra contra o regime iraniano.
Em conversas anteriores, autoridades do Pentágono relataram aos congressistas que os militares utilizaram apenas nos dois primeiros dias de conflito cerca de US$ 5,6 bilhões (R$ 28,8 bilhões, na cotação mais recente) somente em munições.
Estimativas feitas por think tanks, como o Center for Strategic and International Studies (CSIS), apontam que o ritmo de gastos no início da guerra pode ter chegado perto de US$ 1 bilhão por dia (R$ 5,1 bilhões), devido ao uso intensivo de mísseis de precisão, drones, bombardeiros estratégicos e sistemas antimísseis. Em alguns cenários discutidos com parlamentares durante a semana passada, o custo diário poderia ter se aproximado de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) nos primeiros dias da ofensiva, quando a atividade militar foi mais intensa.
Os cálculos também consideram despesas elevadas com a operação de grandes meios militares, como porta-aviões e bombardeiros de longo alcance, além da manutenção de dezenas de milhares de soldados mobilizados na região. Parte desses gastos não está prevista no orçamento regular do Departamento de Defesa, o que aumenta a expectativa de que o governo Trump precise pedir a liberação de mais recursos financeiros ao Congresso caso a guerra se prolongue.