A Polícia Federal identificou que a rede de “laranjas” ligada ao núcleo paulista do Comando Vermelho contava com cerca de 100 empresas de fachada e teria o apoio de gerentes bancários no esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações da Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25), a estrutura criminosa era comandada por Thiago Branco de Azevedo, um dos principais alvos da ação policial. Ele não foi localizado e é considerado foragido, com suspeita de estar no Rio de Janeiro.
A atuação de “Ralado” foi inicialmente descoberta pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, durante investigação contra o chamado “Bando do Magrelo”, grupo que disputava território com o Primeiro Comando da Capital na região de Rio Claro, interior paulista.
De acordo com as apurações, o investigado utilizava documentos falsos para abrir empresas em nome de terceiros sem conhecimento, com o objetivo de obter empréstimos bancários fraudulentos. Os valores não eram quitados e posteriormente integravam um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
As investigações também apontam que, após a prisão de Anderson Ricardo de Menezes, líder da quadrilha, o Comando Vermelho teria assumido o controle das operações na região, com apoio logístico e fornecimento de armamentos, sob liderança de Leonardo Felipe Calixto.
Ainda segundo a PF, o esquema contava com a cooptação de gerentes bancários, que recebiam propina de até R$ 30 mil para facilitar transações suspeitas. Parte desses envolvidos foi presa durante a operação.
As investigações seguem para identificar todos os participantes e dimensionar o alcance financeiro da organização criminosa.