Rapaz que matou colega em supermercado diz ter depressão e que não tomou remédio no dia do crime

EM INVESTIGAÇÃO

Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, foi morta a facadas. Polícia acredita que suspeito agiu por vingança

Natasha Eduarda Alves de Sá (Foto: reprodução/Facebook)

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O jovem preso suspeito de matar a facadas a funcionária de supermercado, Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, informou durante audiência de custódia nesta quinta-feira, 23, que faz uso de medicamentos controlados, mas que não havia se medicado no dia do crime por orientação médica. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) optou por deixar o investigado, de 24 anos, preso preventivamente à pedido do Ministério Público (MP), conforme gravação ao qual o Mais Goiás teve acesso.  

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Na chamada de vídeo, que durou mais de 16 minutos e contou com a participação da defesa do suspeito, o jovem afirma que estudou até a 7ª série do ensino fundamental e que sofre de depressão profunda, sendo esse o motivo da suspensão do medicamento por parte do médico psiquiatra. 

A defesa do investigado reforçou a versão, alegando que, embora tenha exercido a função de estoquista no estabelecimento em que foi praticado o crime, ele possui deficiência intelectual, além de transtorno de bipolaridade e síndrome pós-traumática. O advogado, inclusive, chegou a requerer a substituição da prisão por uma internação compulsória, o que não foi acatado pela Justiça.

O crime

Natasha foi morta na última terça-feira, 20. O suspeito, inclusive, pretendia fazer outras vítimas, conforme o delegado Bruno de Paula. A informação partiu de uma das testemunhas oculares, que afirmou em depoimento ter ouvido do próprio investigado que Natasha “não seria a primeira”.

O investigado usou uma das facas do supermercado para praticar o homicídio. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele caminha até o estoque do estabelecimento e, após pegar uma das facas, se direciona rumo ao local onde estava Natasha, enquanto desembala a arma branca.

Ao abordar Natasha, o investigado inicia uma conversa, que logo se encerra com a sequência de nove facadas. O delegado acredita que o crime tenha sido motivado por vingança, uma vez que a vítima teria chamado a atenção do suspeito enquanto trabalhava no local. 

“Ele mentalizou cometer crimes contra mais pessoas. Hoje ele passou por audiência de custódia e o poder judiciário optou por mantê-lo preso preventivamente”, explica. 

No decorrer da semana, a PC ouviu testemunhas oculares, colheu depoimento do suspeito, que optou por permanecer calado, e ainda ouviu o irmão do homem. O caso segue sendo investigado e, conforme o delegado, deve ser concluído nos próximos dias. 

T CSM

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