Reduzir consumo de proteína pode desacelerar câncer de fígado, aponta estudo

Reduzir consumo de proteína pode desacelerar câncer de fígado, aponta estudo
Reduzir consumo de proteína pode desacelerar câncer de fígado, aponta – Reprodução

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Acúmulo de amônia no organismo pode contribuir para a progressão do câncer

Foto: Reprodução/Freepik

Uma dieta com menor ingestão de proteínas pode ajudar a reduzir o risco de câncer de fígado ou retardar o avanço da doença em pessoas com problemas hepáticos. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da Rutgers University e publicado na revista científica Science Advances.

Em experimentos com camundongos, os cientistas observaram que animais alimentados com dieta pobre em proteínas apresentaram crescimento mais lento de tumores no fígado e menor mortalidade relacionada à doença. Os resultados indicam que o acúmulo de amônia no organismo pode contribuir para a progressão do câncer.

Segundo os pesquisadores, quando o corpo metaboliza proteínas, o nitrogênio liberado pode ser convertido em amônia, substância tóxica para o organismo. Em condições normais, o fígado transforma a amônia em ureia, que é eliminada pela urina. No entanto, em pessoas com danos hepáticos, esse processo pode ser comprometido.

“Se você tem doença ou dano hepático que impede o fígado de funcionar corretamente, deve considerar seriamente reduzir a ingestão de proteínas para diminuir o risco de desenvolver câncer de fígado”, afirmou Wei-Xing Zong, professor da Rutgers Ernest Mario School of Pharmacy e autor sênior do estudo.

Para investigar o papel da amônia no crescimento do tumor, os cientistas induziram câncer de fígado em camundongos e desativaram geneticamente enzimas responsáveis pelo processamento dessa substância em parte dos animais. Aqueles incapazes de metabolizar a amônia acumularam níveis mais altos do composto, desenvolveram tumores maiores e morreram mais rapidamente.

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Análises indicaram que o excesso de amônia pode ser incorporado em moléculas usadas pelas células cancerígenas para crescer e se multiplicar, como aminoácidos e nucleotídeos.

Após identificar o mecanismo, os pesquisadores testaram uma estratégia dietética para reduzir a produção da substância: diminuir o consumo de proteínas. Os camundongos submetidos a essa dieta apresentaram progressão mais lenta do câncer e maior tempo de sobrevivência.

Especialistas ressaltam, porém, que a estratégia pode não se aplicar a todos os pacientes. Em muitos casos de tratamento oncológico, o aumento da ingestão de proteínas é recomendado para preservar massa muscular e força durante a terapia. Por isso, qualquer mudança na alimentação deve ser feita com orientação médica.

T CSM

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