Funcionamento e Preços dos Restaurantes Comunitários
Os Restaurantes Comunitários do Distrito Federal consolidaram-se como um ponto de apoio para a população em vulnerabilidade, oferecendo refeições a preços acessíveis e garantindo a segurança alimentar. As unidades, como a do Sol Nascente, tornaram-se parte da rotina de moradores, que associam o acesso à alimentação e a programas habitacionais do Governo do Distrito Federal (GDF) a uma mudança de vida. A rede é composta por 17 restaurantes em funcionamento, que servem, em média, 2,7 mil refeições cada, por dia.
Apenas em janeiro, foram servidas mais de 1,4 milhão de refeições. Em 2025, o total chegou a 16,9 milhões, sendo 1,9 milhão destinado à população em situação de rua. O investimento anual do GDF na rede é de aproximadamente R$ 96 milhões.
O preço da refeição, que chegou a custar R$ 3 em 2015 e R$ 2 em 2016, hoje é de R$ 1. Além disso, 13 unidades passaram a funcionar de domingo a domingo, incluindo feriados, com a oferta de café da manhã e jantar pelo valor de R$ 0,50 cada. Nesses locais, a população tem acesso a três refeições diárias por um total de R$ 2.
Unidades e Cardápios
O café da manhã, o almoço e o jantar são servidos nas seguintes unidades:
- Arniqueira
- Brazlândia
- Gama
- Itapoã
- Recanto das Emas
- Riacho Fundo II
- Samambaia (Rorizão)
- Santa Maria
- Sobradinho
- Sol Nascente/Pôr do Sol
- Varjão
Os espaços de Ceilândia (DJ Jamaika), Estrutural e Sol Nascente servem café da manhã e almoço. Os cardápios podem ser acessados no site da Secretaria de Desenvolvimento Social.
Expansão e Melhorias na Rede de Restaurantes Comunitários
Desde 2019, foram inaugurados quatro Restaurantes Comunitários, localizados em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Outros espaços foram reformados para aprimorar a estrutura, com reparos executados nas unidades de Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina. Atualmente, os serviços estão em andamento no equipamento da Estrutural.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, declarou que o combate à fome é uma prioridade do GDF. “Todo esse empenho foi premiado com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome, que é o reconhecimento de trabalho e investimento consistentes para os que mais precisam”, destacou.
Depoimentos dos frequentadores
Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, almoça na unidade do Sol Nascente com a neta e relembra o período em que esteve em situação de rua. “Tinha dia que a gente nem comia. Hoje a gente pode ter o prazer, o orgulho de dizer assim: vou levantar e tomar um café. Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço”, contou.
O pedreiro José Estácio Filho, 55, frequenta o restaurante do Sol Nascente todos os dias desde a sua inauguração. “Funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou. Sua esposa, Telma Moreira da Silva, 46, complementa: “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível”.
Jacqueline de Santana Ribeira, 48, passou a incluir o restaurante na rotina da família para equilibrar o orçamento. “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico. Tomamos café da manhã, almoçamos e ainda levo marmita”, disse.
Atenção aos mais vulneráveis
Para pessoas em vulnerabilidade social, há um cadastro que permite o acesso gratuito às refeições. Durante a pandemia de 2020, o governo garantiu o direito à alimentação sem custo para a população em situação de rua. O número de refeições servidas a esse público subiu de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024. Até abril de 2025, foram servidas mais de 550 mil refeições para pessoas em situação de rua.
Em 2025, os 18 restaurantes comunitários ofereceram mais de 17 milhões de refeições, um aumento em relação às 14 milhões de 2024 e mais que o dobro das 6,55 milhões registradas em 2019. Todos os equipamentos são geridos pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan).
Márcio Oliveira, líder comunitário e gerente da unidade do Sol Nascente, afirma que o restaurante é parte essencial da rede de proteção social. “Esse equipamento trouxe o direito à alimentação nesses três anos de existência e a gente, como liderança comunitária, percebe isso no dia a dia das famílias. A população está mais feliz, com mais gratidão”, concluiu.