No Dia Internacional da Felicidade, celebrado pela ONU em 20 de março, o Museu Nacional da República, em Brasília, sediou o 2º Congresso da Felicidade de Brasília. O evento reuniu educadores, pesquisadores e gestores públicos para discutir o bem-estar no ambiente escolar.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) marcou presença no congresso com o lançamento do livro ‘Escola da Felicidade’. A obra compila os trabalhos vencedores de um concurso que envolveu estudantes de 16 escolas públicas, convidando-os a expressar, por meio de desenhos, o que significa para eles uma educação para a felicidade e como seria uma escola acolhedora.
A iniciativa é uma parceria entre a SEEDF, a Aliança das Mulheres que Amam Brasília (AmaBrasília) e o Movimento Brasília Capital da Felicidade. As escolas vencedoras receberam prêmios de R$ 4 mil cada, e os trabalhos serviram de inspiração para apresentações no evento.
A subsecretária de Educação Básica da SEEDF, Iêdes Braga, conduziu uma palestra sobre o papel da escola na formação integral dos estudantes. Ela enfatizou que a educação vai além da transmissão de conteúdos, visando formar seres humanos completos. Braga destacou os desafios da pandemia, como o distanciamento afetivo e o aumento da ansiedade entre os jovens, mas elogiou o compromisso das equipes da SEEDF em tornar o ambiente escolar mais leve e acolhedor.
‘Temos desafios, temos dificuldades, mas temos, acima de tudo, um pessoal disposto a tornar a vida do nosso estudante mais leve, mais serena, mais tranquila. Porque isso gera condições para chegar ao estado de felicidade que precisamos’, declarou a subsecretária.
O congresso, organizado pelo Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro (IPCB), contou com especialistas nacionais e internacionais. Um destaque foi a participação de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, país referência em políticas de bem-estar. O evento também apresentou os resultados da pesquisa ‘Felicidade no Distrito Federal’, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF).
Para Iêdes Braga, a transformação para tornar Brasília a capital da felicidade deve começar pelas escolas. ‘É na escola que acontecem as grandes transformações’, afirmou, defendendo que a felicidade no ambiente escolar seja uma política pública efetiva, ligada à aprendizagem e ao futuro das crianças.