A Região Administrativa de Sobradinho deve ganhar novas áreas destinadas a moradia, comércio, serviços e atividades industriais de pequeno porte. Por unanimidade, o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, em 29 de janeiro, o projeto de parcelamento do solo urbano para a criação das quadras 15 a 22 do Setor de Expansão Econômica da cidade.
Com área aproximada de 110,6 mil metros quadrados, próxima à BR-010, a proposta busca ampliar a oferta habitacional e estimular a geração de emprego e renda, consolidando o local como um novo polo de desenvolvimento urbano integrado. O projeto foi apresentado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).
O parcelamento prevê 182 unidades imobiliárias. Desse total, 115 lotes terão uso misto – comercial, de serviços e industrial de pequeno porte – com possibilidade de moradia nos pavimentos superiores. A estimativa é de até 661 domicílios e população em torno de 2,1 mil habitantes, dentro dos parâmetros de densidade urbana estabelecidos.
Outros 63 lotes serão destinados a usos industriais específicos, além de quatro áreas reservadas a equipamentos públicos. O planejamento inclui ainda Espaço Livre de Uso Público (ELUP), voltado a lazer e convivência comunitária, e sistema viário conectado às vias existentes, com prioridade para pedestres e ciclistas.
Relator do projeto, o secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro Silveira, afirmou que a proposta atende às normas urbanísticas e ambientais e responde a demandas da população. Segundo ele, “após a verificação do atendimento às diretrizes do Plano Diretor de Ordenamento Territorial e aos requisitos legais, o projeto se mostra alinhado ao interesse público, ao gerar emprego, renda e promover a continuidade urbanística do entorno”.
A Terracap informou, em nota, que o empreendimento possui estudos de impacto urbanístico, ambiental, de vizinhança e mobilidade, além de Licença Prévia Ambiental e viabilidade técnica confirmada pelas concessionárias de serviços públicos. “O projeto somente avançará para as próximas fases mediante o cumprimento das condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental”, destacou a companhia.
Ainda não há cronograma para início das obras, pois a proposta segue em etapas administrativas e depende do envio de projeto de lei à Câmara Legislativa para desafetação da área, seguido de decreto de aprovação urbanística.
O diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço, ressaltou que a iniciativa dá função social a uma área antes ociosa. “Era um espaço sem uso que agora passa a gerar emprego e oportunidade de residência, aproximando moradia e trabalho e reduzindo impactos de deslocamento urbano”, afirmou.
Expectativa do setor produtivo
Ao Jornal de Brasília, o presidente da Associação dos Micro e Pequenos Empreendedores Comerciais de Sobradinho I (Ampec), Osmair da Rocha, morador de Sobradinho, diz que a expansão resulta de uma mobilização iniciada em 2017 por empresários locais. “Muitos empreendedores atuam hoje em imóveis alugados, enquanto a cidade cresce e recebe novos moradores. A abertura dessas quadras é vital para preparar o comércio e os serviços para esse aumento populacional”, disse.
Ele avalia ainda que lotes maiores podem atrair médias e grandes empresas, com forte potencial de geração de empregos. “Uma empresa instalada em área de cinco mil metros quadrados pode gerar centenas de postos de trabalho, fortalecendo a economia local e reduzindo a necessidade de deslocamento para outras regiões do DF”, afirmou.
Nova unidade educacional em Planaltina
Na mesma reunião, o Conplan aprovou o parcelamento do solo urbano destinado à implantação de um Centro de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) em Planaltina, no Setor Habitacional Mestre D’Armas.
O projeto prevê lote único de 13,7 mil metros quadrados para uso institucional, além de áreas livres públicas e sistema de circulação com vias, ciclovias e calçadas. A unidade deverá atender cerca de 7,5 mil alunos por ano em cursos nas áreas de tecnologia da informação, beleza, saúde, moda, gestão, gastronomia, turismo e economia criativa. Após a aprovação no Conplan, o projeto ainda passará por análise técnica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e dependerá de decreto governamental para liberação da licença urbanística. (com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF.)