Lucas Rocha Furtado descarta revisão da decisão do Banco Central no caso: ‘Seria inútil
O subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, negou qualquer tentativa de reverter ou influenciar o processo conduzido pelo Banco Central na liquidação do Banco Master. Ele concedeu entrevista ao jornal Valor Econômico, que publicou a conversa nesta terça-feira, 6.
Segundo Furtado, reverter a liquidação não solucionaria o problema de insolvência enfrentado pela instituição. A atuação do subprocuradorgeral motivou o ministro-relator Jhonatan de Jesus a considerar a possibilidade de suspender ou interferir nas decisões relativas à liquidação do Master.
O banco foi liquidado pelo Banco Central depois de apurações de fraudes financeiras. No mesmo dia dessa decisão, a Polícia Federal prendeu o proprietário, Daniel Vorcaro, que contesta as acusações.
Possíveis omissões do Banco Central no caso Master
Furtado esclareceu que seu objetivo era garantir que o TCU analisasse se possíveis omissões do Banco Central poderiam ter beneficiado terceiros e se uma ação precipitada teria afetado o mercado financeiro.
“Caso uma atuação intempestiva em relação ao Master poderia ter contaminado o mercado financeiro, alguém pode ter lucrado com eventuais omissões prévias do BC”, afirmou, ao Valor.
Segundo o subprocurador-geral, deve haver uma avaliação minuciosa sobre a conduta dos agentes públicos, especialmente depois da tentativa de venda do Master ao BRB. “A tentativa de venda acendeu uma luz vermelha”, explicou.
Nesta segunda-feira, 5, Jhonatan de Jesus reiterou, em despacho, que a possibilidade de uma liminar sobre a venda de ativos do Master durante a liquidação segue em análise. O Banco Central apresentou recurso contra a decisão que autorizou a inspeção dos documentos do banco.
Furtado disse ainda que, embora a supervisão do sistema financeiro seja atribuição do Banco Central, o TCU tem competência para fiscalizar órgãos federais. “‘Desliquidar’ o banco seria o mesmo que revogar a lei da gravidade: inútil”, concluiu.
Tribuna Livre, com informações do Jornal Furtado disse ainda que, embora a supervisão do sistema financeiro seja atribuição do Banco Central, o TCU tem competência para fiscalizar órgãos federais. “‘Desliquidar’ o banco seria o mesmo que revogar a lei da gravidade: inútil”, concluiu.
Tribuna Livre, com informações do Jornal Valor Econômico







