Surf Brasil apoia nova proposta de classificação para Olimpíadas de 2028

Surf Brasil apoia nova proposta de classificação para Olimpíadas de 2028
Surf Brasil apoia nova proposta de classificação para Olimpíadas de – Reprodução

A tentativa da Federação Internacional de Surfe (ISA) de alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos ganhou um apoio relevante: o da Surf Brasil.

A confederação brasileira se posicionou favoravelmente às mudanças propostas para o ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, em um movimento que pode reduzir o peso direto do Circuito Mundial da World Surf League (WSL) no processo olímpico.

Em entrevista ao UOL, o presidente da Surf Brasil, Teco Padaratz, confirmou o apoio à proposta em discussão.

A gente apoia a decisão da ISA. Isso vai estimular a competitividade nos pré-olímpicos (ISA Games) e vai valorizar também a WSL no último ano de classificação, lá em 2028. Essas cinco vagas foram valorizadas, serão as mais disputadas de todas. Teco Padaratz, ao UOL.

O Brasil chega ao debate com protagonismo recente. Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o país conquistou medalha tanto no masculino quanto no feminino, sem contar o ouro olímpico de Italo Ferreira em Tóquio-2020, consolidando-se como uma das principais potências da modalidade também em Olimpíadas.

Segundo Teco, caso o novo modelo seja aprovado, a confederação pretende estruturar critérios nacionais que combinem meritocracia e desempenho esportivo para definir os representantes brasileiros nas novas disputas que darão vagas aos Jogos.

“Nosso papel é pensar na seleção brasileira. Teremos critérios justos, mas que também vão potencializar os melhores. Temos ídolos, e vamos vê-los brigando por essa vaga. Vamos dar tudo para eles competirem nesse nível, como temos feito nos últimos anos”, disseTeco Padaratz.

A PROPOSTA

Como o UOL mostrou anteriormente, a ISA tenta aprovar junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) um pacote de mudanças que altera de forma significativa o sistema atual de classificação olímpica.

Entre os principais pontos está a redução do número de atletas classificados via ranking do Circuito Mundial. Em Paris 2024, eram elegíveis dez homens e oito mulheres pelo ranking da WSL, respeitando o limite máximo de dois atletas por país em cada gênero.

A proposta em discussão diminuiria esse número para cinco atletas por gênero, com limite de apenas um representante por país. Na prática, isso reduziria a influência direta do Circuito Mundial no processo olímpico.

Com a redistribuição das vagas, ganhariam mais peso competições organizadas pela própria ISA, como o ISA Games, além de eventos multiesportivos continentais, como Jogos Pan-Americanos, Europeus e Asiáticos.

Outro ponto em análise envolve o momento do ranking considerado. Atualmente, utiliza-se a temporada anterior aos Jogos. A ideia debatida seria usar o ranking do próprio ano olímpico, após as quatro primeiras etapas do Circuito Mundial.

T CSM

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