TCU manterá fiscalização sobre fundos de pensão com patrocínio público, decide STF

TCU manterá fiscalização sobre fundos de pensão com patrocínio público, decide STF
TCU manterá fiscalização sobre fundos de pensão com patrocínio público, – Reprodução

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, na terça-feira (24), que o TCU (Tribunal de Contas da União) deve continuar fiscalizando os fundos de pensão patrocinados por empresas e bancos estatais.

Por unanimidade, os ministros negaram um mandado de segurança ajuizado pelo Sindicato das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, órgão patronal que representa os fundos fechados de previdência.

O sindicato argumentava que esses fundos de pensão já são fiscalizados pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), vinculada ao Ministério da Previdência Social, e que, portanto, a supervisão do Tribunal de Contas seria desnecessária.

Nos bastidores, representantes do setor reclamam da dificuldade de atender simultaneamente pedidos de informação formulados por duas entidades, sendo que o TCU teria pouca experiência de fiscalização da área.

Na decisão desta terça-feira, porém, os ministros acompanharam o entendimento de Cristiano Zanin, que em outubro já havia negado o mandado de segurança em decisão monocrática.

O ministro entendeu que, por serem patrocinados por estatais, os fundos de pensão são alimentados com dinheiro de origem pública, o que garante a prerrogativa do TCU de investigá-los.

O ministro destacou que a União pode responder por eventuais déficits nos fundos de pensão patrocinados por recursos públicos -segundo ele, o governo federal colocou R$ 9,47 bilhões para equacionar déficits em fundos fechados entre 2015 e 2022.

O mandado de segurança rejeitado nesta terça-feira foi ajuizado depois da decisão do Tribunal de Contas da União de abrir uma apuração contra fundos de pensão patrocinados por empresas públicas, como a Previ (Banco do Brasil) e a Petros (Petrobras).

Em fevereiro de 2025, o TCU abriu apuração em caráter de urgência para avaliar as contas do Previ, que paga aposentadorias complementares para os funcionários do Banco do Brasil. O prejuízo acumulado de R$ 14 bilhões no plano 1 do fundo entre janeiro e novembro de 2024 motivou a auditoria.

A pressão culminou na renúncia de João Fukunaga, então presidente do fundo, em outubro de 2025.

T CSM

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