Teste do pezinho no DF permite diagnóstico precoce de doenças raras

Teste do pezinho no DF permite diagnóstico precoce de doenças raras
Teste do pezinho no DF permite diagnóstico precoce de doenças raras | Imagem: Divulgação

Descoberta da galactosemia

A descoberta da galactosemia, uma doença rara, na vida de Ravi Sousa, 6 anos, começou com um telefonema para repetir o teste do pezinho no Distrito Federal. O diagnóstico precoce, realizado por meio da triagem neonatal gratuita, permite o tratamento de 62 doenças antes do surgimento de complicações. A mãe, Amanda do Nascimento, 29 anos, relatou que a gravidez e o parto foram normais, mas foi chamada para refazer o exame.

A galactosemia impede o organismo de metabolizar adequadamente a galactose, um açúcar produzido durante a digestão da lactose. O acúmulo da substância pode causar complicações, incluindo alterações no desenvolvimento neurológico e intelectual.

Após a confirmação, Ravi iniciou acompanhamento multidisciplinar no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), principalmente com um nutricionista. “O choque foi muito grande. Eu nunca tinha ouvido falar da galactosemia, mas toda a equipe do Hospital de Apoio foi muito acolhedora”, relembrou Amanda.

Um dos desafios para pacientes com a doença é a restrição ao leite e seus derivados, incluindo o materno. A família recebeu suporte da equipe de saúde. “Aqui mesmo no hospital, a nutricionista conseguiu latas do leite específico para quem tem a doença”, disse a mãe.

Atualmente, Ravi realiza acompanhamento a cada três meses. “Hoje, ele está bem. Apresenta um pouco de dificuldade de fala, mas é acompanhado pela fonoaudióloga. Tem também um pouco de dificuldade no aprendizado, mas também é acompanhado pela neurologista”, comentou a mãe. “Em relação ao primeiro diagnóstico, que ele poderia não falar, não andar, eu vejo que ele está bem”, comemorou.

Teste do pezinho

O teste do pezinho que identificou a doença de Ravi está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e é feito a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê. O procedimento é essencial para o diagnóstico precoce de doenças raras, que podem evoluir rapidamente sem tratamento.

A triagem deve ser feita nos primeiros dias de vida, pois muitas dessas doenças não apresentam sintomas iniciais. No total, são 62 condições rastreadas. Geralmente, a primeira amostra é coletada entre 24h e 48h após o nascimento. Crianças internadas, como prematuros ou em UTIs neonatais, seguem protocolos específicos com até três coletas sequenciais.

Quando há suspeita de alteração, a família é orientada a ir ao Hospital de Apoio de Brasília (HAB) para uma segunda coleta, a fim de eliminar falhas na primeira amostra e garantir um resultado fiel.

Diagnóstico precoce faz a diferença

A história de Maria Luiza Siqueira, 7 anos, também demonstra como o diagnóstico precoce pode impactar o desenvolvimento. Diagnosticada com galactosemia nos primeiros dias de vida, ela iniciou o tratamento cedo. “Desde os sete dias de nascida, está sendo acompanhada. Particularmente, amo o acompanhamento no Hospital do Apoio de Brasília. São bons profissionais e ajudaram bastante no desenvolvimento dela”, contou a mãe, Rayanne da Silva, 32 anos.

Rayanne lembra que o diagnóstico inicial foi um choque, principalmente pela impossibilidade de amamentar. Com o tempo, a família se adaptou à rotina de cuidados. “Com o passar do tempo, melhorou a aceitação, porque, no caso, o tratamento é a alimentação”, disse.

*Com informações da SES-DF

T LB
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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