Único brasileiro na NBA, Gui Santos revela bastidores de série na liga

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o ala brasileiro do Golden State Warriors da NBA, Gui Santos, abriu o coração nesta sexta-feira (16/1) sobre a experiência de gravar a primeira série documental original da liga produzida no Brasil: “Gui Santos do Brasil”.

Lançada em dezembro de 2025 no YouTube da NBA Brasil, a produção de seis episódios mergulha na trajetória do único jogador brasileiro na NBA na temporada 2025-2026, mostrando não só o atleta dentro de quadra, mas o homem por trás das jogadas e raízes brasileiras.

“A experiência de gravar a minha série, Gui Santos do Brasil, com a NBA, foi massa porque você revive toda a história que você passou. Lembra das dificuldades, momentos bons, momentos ruins que tiveram até chegar onde estou agora. Então, para mim, foi muito bom gravar isso e poder relembrar, com certeza, e bem emocionante também”, contou Gui.

A série, dirigida por Tarian Chaud e gravada em cidades como São Paulo, Brasília, São Francisco e outras, nasceu de uma ideia conjunta com a NBA. “A NBA apresentou essa ideia, eu curti e achei que seria legal fazer”, explicou o jogador. “E justamente para as pessoas me conhecerem não só como Gui Santos da quadra, mas também o cara que eu sou fora da quadra, em relação à família, em relação a meus amigos, a todos ao meu redor e em relação à pessoa que eu sou.”

Gui destacou os depoimentos que marcaram a produção: do irmão, da avó, do melhor amigo e da Ju, sua namorada. “Tiveram vários depoimentos que me emocionaram… acho que são vários momentos que foram muito especiais para mim, é difícil escolher um só, mas todos eles fizeram um impacto muito grande”, afirmou.

Vindo de uma família de jogadores — pai e mãe ex-atletas de basquete —, Gui revelou como isso moldou sua infância: “Eu ia para o trabalho do meu pai, mas o trabalho do meu pai era jogar basquete, então para mim era uma coisa que eu via como futuro e que eu queria fazer também quando eu crescesse.”

Para os jovens sonhadores, o recado é claro: “Trabalho, é fazer tudo certinho, não passar por cima de ninguém, fazer o que tem que fazer todo dia… tem que ter cabeça boa e muita vontade para chegar”, afirmou.

Sobre o irmão, Gui não esconde o orgulho: “Eu vejo ele como um jogador de potencial NBA. Eu diria que até mais que eu pelo que ele vem apresentando.” E garante: sempre que puder ajudar, fará.

O jogo mais marcante até agora? A vitória sobre o Detroit Pistons na temporada passada (2024-25), em Detroit: “De última hora acabou tendo a oportunidade… Joguei bastante, joguei bem e ali foi o primeiro impacto que eu tive assim grande no time”, alegou.

Personalidade

Gui se define como um “glue guy”, o cara que cola o time: contribui no ataque e defesa, faz o trabalho sujo que não aparece nas estatísticas, mas que o técnico e companheiros valorizam. Jogar ao lado de lendas como Jimmy Butler, Draymond Green e Steph Curry é um sonho realizado:

“É um sonho de moleque… o que eu mais vi nesses caras que mais me impactou é a vontade de vencer e o tanto que eles são competitivos”, disse.

Por fim, Gui reforçou o valor da série: “Mostrar os dois lados [da vida de atleta], às vezes quando o cara está em alta, ou às vezes quando o cara está em baixa, ajuda muito… nem todo atleta perfeito, todo atleta tem dificuldades.”

Os objetivos para as próximas temporadas? Mais minutos, confiança do técnico, brigar por títulos e chegar ao All-Star. “Nada é impossível se você trabalha, se você corre atrás dos seus sonhos”, esclareceu.

T CSM

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