07/01/2026

UPAs atenderam quase meio milhão de pessoas nos cinco primeiros meses de 2024

Os números mostram que as UPAs vêm enfrentando uma grande procura de atendimento médico por parte da população

O número representa um aumento de 36% em comparação com o mesmo período de 2023, quando foram realizados 343.542 atendimentos

As unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF realizaram, nos cinco primeiros meses de 2024, quase 500 mil atendimentos. Conforme informações coletadas no Painel de Perfil Epidemiológico mantido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), as 13 UPAs do DF atenderam 468.479 pacientes de janeiro a maio deste ano.

No mesmo período de 2023 foram realizados 343.542 atendimentos. Isso significa que, no começo de 2024, o número de atendimentos aumentou em 36%. Nos primeiros 152 dias deste ano, a média diária foi de aproximadamente 3.082 pessoas atendidas.

Em janeiro deste ano foram 98.931 usuários atendidos. Já em fevereiro, o número se manteve próximo, com 98.440 atendimentos. Em março, houve um salto para 100.577 pessoas que buscaram os serviços de saúde das UPAs de todo o DF

Se comparado aos números de 2022, os números são ainda mais expressivos. Há dois anos, de janeiro a maio, foram realizados 244.917 atendimentos, ou seja, uma diferença de 91% entre 2022 e 2024. “É um número impressionante, que mostra o esforço, a dedicação e a expertise de todos os profissionais envolvidos nas unidades de pronto atendimento do DF”, afirma o diretor-presidente do IgesDF,  Juracy Cavalcante Lacerda Jr.

Em janeiro deste ano foram 98.931 usuários atendidos. Já em fevereiro, o número se manteve próximo, com 98.440 atendimentos. Em março, houve um salto para 100.577 pessoas que buscaram os serviços de saúde das UPAs de todo o DF. “Os dados são claros ao demonstrar que as unidades, apesar da grande demanda de pacientes, conseguiram atender a todos que buscaram assistência”, explica o superintendente das UPAs do IgesDF, Francivaldo Soares.

Em abril e maio o número de atendimentos caiu respectivamente para 90.943 e 79.588. Esses números foram reflexo da queda nos casos de pacientes que buscavam atendimento por causa da epidemia de dengue. As tendas de atendimento que foram abertas em maio ajudaram a diminuir o número de casos da doença que chegavam às UPAs, abrindo espaço para o atendimento de outras enfermidades e diminuindo a pressão no sistema de saúde.

Durante o período analisado, foram realizados mais atendimentos a pessoas da faixa etária entre 20 e 29 anos. Foram 88.819 pessoas atendidas. Em segundo lugar, ficaram os pacientes entre 40 e 49 anos que atingiram o número de 76.111 atendimentos.

As unidades de Ceilândia, São Sebastião e Recantos das Emas foram as que lideraram o ranking de atendimentos, sendo 54.662, 47.371 e 43.890, respectivamente. Essas são as três UPAs do DF que atendem crianças; e, em 2024, foram realizados 32.520 atendimentos desde recém-nascidos até a idade de 14 anos.

Os números mostram que as UPAs vêm enfrentando uma grande procura de atendimento médico por parte da população. “Essa alta demanda no início do ano teve uma grande relação com a epidemia de dengue e com a sazonalidade das síndromes respiratórias no atendimento pediátrico. Esses pacientes, em boa parte dos casos, apresentavam complicações que necessitavam de um tempo maior de internação. Ou seja, tivemos um grande número de pessoas que procuraram a unidade, mas não tínhamos uma vazão grande o suficiente na saída desses pacientes”, explica Soares.

Ainda conforme o superintendente, não há falta de médicos nas UPAs do DF. “O nosso corpo clínico está completo, seguindo a portaria do Ministério da Saúde que determina o tamanho das nossas unidades”, afirma. Em meio à emergência da epidemia de dengue, a diretoria do IgesDF autorizou a contratação de horas extras aos médicos para poder atender o aumento da demanda.

De acordo com Soares, o maior problema tem sido conseguir realizar o giro de leitos. “Isso acontece por conta da gravidade de muitos pacientes e por uma restrição no número de leitos em hospitais de retaguarda. E essa situação faz com que o paciente permaneça mais tempo nas UPAs, gerando uma fila de atendimento para os novos pacientes”, explica.

Painel Epidemiológico do IgesDF é ferramenta de gestão

Para reunir todos os dados necessários para a gestão que tem como foco a governança clínica, a Superintendência de Tecnologia da Informação e Conectividade em Saúde do IgesDF desenvolveu o Painel Epidemiológico. A ideia surgiu da necessidade de fornecer uma visão abrangente e atualizada dos dados relacionados à saúde, especialmente durante crises como a pandemia de covid-19.

“A criação do painel foi realizada em resposta a uma solicitação da diretoria do IgesDF, que reconheceu a importância de uma ferramenta centralizada e de fácil acesso para monitorar e analisar os indicadores epidemiológicos”, afirma o superintendente de TI do instituto, Deilton Silva.

Com a ferramenta, é possível gerir dados mais precisos como gêneros, tipo de atendimento, entender de onde veio aquele paciente e até identificar um aumento na incidência de algumas doenças durante um certo período e propor aos agentes públicos que tomem medidas para sanar o problema de forma preventiva.

A vantagem de ter uma ferramenta como essa é multifacetada. Primeiramente,  permite uma visualização clara e em tempo real dos dados epidemiológicos, o que é importante para a tomada de decisões informadas em saúde pública. Além disso, o Painel Epidemiológico pode auxiliar na identificação de tendências e padrões, facilitando a implementação de medidas preventivas e estratégias de intervenção mais eficazes.

O painel também promove a transparência e a comunicação efetiva com o público, fornecendo informações precisas e atualizadas sobre a situação epidemiológica em determinada região. “Em resumo, essa ferramenta é fundamental para o monitoramento e controle de doenças, contribuindo para a promoção da saúde e o bem-estar da população atendida pelo IgesDF”, finaliza Deilton Silva.

Tribuna Livre, com informações do IgesDF

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