Veteranos voltam ao comando de bancadas em ano de eleições

Das nove bancadas partidárias na Câmara dos Deputados que já definiram suas lideranças para 2026, seis vão contar com líderes veteranos, que já atuaram no primeiro ano da gestão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Seguem nos cargos especialmente os principais aliados de Motta, representantes do MDB e de legendas do Centrão – União, e PP. Esses mesmos partidos continuam no bloco de apoio a Motta no ano que marca não só as eleições presidenciais, mas as campanhas para a próxima presidência da Casa.

Além dos principais aliados de Motta, seguem na liderança de seus partidos os responsáveis pelas bancadas do PSD, Solidariedade e PRD. Assim, se mantém como líderes os deputados Pedro Lucas (União-MA); Dr. Luizinho (PP-RJ), Antônio Brito (PSD-BA), Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Fred Costa (PRD-MG).

As bancadas partidárias que viram suas lideranças mudarem de 2025 para 2026 são da esquerda. As federações PT-PCdoB-PV e PSOL-REDE terão novas lideranças, assim como a bancada do PSB. Os novos líderes serão Pedro Uczai (PT-SC), Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e Jonas Donizette (PSB-SP). Eles substituem, respectivamente, Lindbergh Farias (PT-RJ), Talíria Petrone (Psol-RJ) e Pedro Campos (PSB-PE).

Também não há expectativa de mudança na liderança das bancadas temáticas. A bancada feminina, com 89 integrantes, seguirá sob a orientação da deputada Jack Rocha (PT-ES). Eleita em maio de 2025 ao posto, Jack tem mandato previsto até fevereiro de 2027. Já a bancada negra, com 135 integrantes, será coordenada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), eleita em dezembro para suceder Damião Feliciano (União Brasil-PB).

Em relação às bancadas do governo, oposição, minoria e maioria, não haverá alteração somente no grupo liderado por José Guimarães (PT-CE), que deve ser candidato ao Senado na eleição deste ano. Na oposição, o novo líder é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), substituto de Zucco (PL-RS), e na minoria, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) entra no posto antes ocupado por Caroline de Toni (PL-SC) e Chris Tonietto (PL-RJ)

Ainda não há decisão sobre a liderança da maioria, hoje orientada pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP): ele quer permanecer, mas deve enfrentar concorrentes, como Gustinho Ribeiro (SE), que está de saída do Republicanos para o PP.

No “blocão” que dá sustentação a Motta, com 275 parlamentares, há um acordo para o rodízio entre os partidos a cada dois meses. Brito permanece líder até 24 de fevereiro. Depois, a fila anda na seguinte ordem, até o fim do semestre: Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos e União Brasil.

Como mostrou o Broadcast Político, oito bancadas da Câmara ainda não decidiram quais parlamentares ocuparão as suas respectivas lideranças: PL, Republicanos, PDT, Podemos, PSDB-Cidadania, Avante e Novo, além da Maioria.

De acordo com avaliações na Câmara, não há vantagem em deter a liderança em ano eleitoral, o que deve induzir as bancadas a reeleger os deputados que estão nessa posição. Em 2026, a expectativa é de que os deputados trabalhem somente no primeiro semestre, para retornarem às atividades somente após a eleição.

Cada líder tem direito de representar a sua bancada com voz e voto no colégio de líderes, em reuniões com o presidente da Câmara que definem as pautas que serão votadas. Eles também orientam as votações de suas bancadas no plenário e nas comissões temáticas, com direito a um tempo maior de fala na tribuna.

T CSM

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