Vigilante que dormiu com cigarro aceso causou incêndio que atingiu caminhões em Uruaçu, conclui polícia

Imagem mostra caminhões atingidos pelo fogo em pátio de Uruaçu
Vigilante que dormiu com cigarro aceso causou incêndio que atingiu – Reprodução

Crime culposo

Após perícia no local do acidente, polícia concluiu que fogo começou na cabine de um dos caminhões, o que contrariou a versão do vigia

Chamas atingiram pelo menos cinco veículos que estavam estacionados às margens da BR-153

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O incêndio que destruiu diversos caminhões e máquinas pesadas em um pátio localizado às margens da BR-153, em Uruaçu, no Norte de Goiás, foi causado pelo próprio vigilante responsável pela segurança do local. O fogo teve início após o homem adormecer com um cigarro aceso dentro da cabine de um dos caminhões estacionados no pátio. O caso ocorreu no dia 13 de janeiro, resultando em um prejuízo milionário.

As chamas começaram no interior do veículo e se espalharam rapidamente, atingindo outros caminhões e máquinas pesadas que estavam estacionados no local. A proporção do incêndio chamou a atenção e gerou repercussão no município, localizado a aproximadamente 280 quilômetros da capital.

SAIBA MAIS:

Logo após o ocorrido, o vigilante apresentou versões diferentes dos fatos à polícia. Ele afirmou que teria sido vítima de um assalto naquela noite e que os criminosos teriam provocado o incêndio antes de fugir. A narrativa inicial reforçou a suspeita de que o fogo poderia ter sido causado de forma intencional.

Com o avanço das investigações e a realização de exames periciais no local, essa hipótese foi descartada. As análises técnicas indicaram que o foco inicial do incêndio partiu da cabine de um dos caminhões, afastando a possibilidade de ação criminosa.

Diante das provas reunidas pela perícia, o vigilante confessou que estava fumando dentro do veículo e que acabou adormecendo com o cigarro aceso, o que deu início às chamas. Ele também admitiu ter inventado a história do assalto na tentativa de se eximir de responsabilidade no caso.

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Após a conclusão dos laudos e do cruzamento das informações, a Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia de Uruaçu, finalizou o inquérito e encaminhou o caso ao Poder Judiciário. O vigilante foi indiciado por incêndio culposo.

Vale lembrar que o crime culposo ocorre quando não há intenção de cometer o delito. Nesse tipo de crime, o resultado acontece por imprudência, negligência ou imperícia, ou seja, por falta de cuidado, atenção ou adoção das medidas necessárias para evitar o dano.

T CSM

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