Carlo Ancelotti pede coração e organização em duelo com o Japão

Carlo Ancelotti pede coração e organização em duelo com o Japão

Carlo Ancelotti pediu aos jogadores do Brasil que encarem a partida contra o Japão, na tarde de segunda-feira (29), em Houston, como uma decisão. Ele cobrou concentração no duelo no NRG Stadium, que vale vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Na fase dos 32, etapa que estreia no formato ampliado do torneio, perder significa ir embora.

“Precisamos de muitas coisas. Mente e coração também. E uma ideia clara. Temos de estar preparados para tudo o que pode acontecer uma eliminatória, porque podem acontecer muitas coisas. Mas a equipe está motivada, tem confiança, as coisas saíram bem nos últimos jogos. A equipe está preparada”, afirmou o técnico.

“Não é nem um mata-mata. É um mata, não tem partida de volta. Mas o Brasil tem a sorte de ter jogadores muito espertos nesse aspecto. Temos atletas com um nível de experiência muito forte, eles sabem perfeitamente como se preparar para esse jogo. Nesse aspecto, estou muito confiante”, acrescentou.

Para o italiano, a melhor preparação possível passa pela atenção aos detalhes nos aspectos do jogo propriamente dito. Ele apresentou aos atletas vídeos com os movimentos da equipe japonesa, que avançou na segunda colocação do Grupo E, com empates com Holanda e Suécia e uma goleada sobre a Tunísia.

“No final, é uma partida de futebol. Você pode manejar a pressão focalizando o que precisa fazer no campo, essa é a ideia. É ter qualidade em todos aspectos, ofensivo, defensivo… Vamos jogar contra um rival forte, que tem boa organização, qualidade. Precisamos sobretudo ter uma ideia clara do que queremos fazer no campo”, disse Ancelotti.

Com suas habituais expressões faciais, levantando a sobrancelha esquerda, o treinador preferiu não dar uma resposta ao atacante japonês Kento Shiogai, para quem o Brasil “era forte antigamente”. Suas declarações na entrevista protocolar de véspera de jogo foram de respeito ao Japão, que bateu a seleção por 3 a 2 em amistoso em outubro.

“A preparação é para o jogo. Não vamos fazer, como se diz em inglês, mind games. Como é em português? Jogo mental? Não vamos fazer jogo mental. Sobre o amistoso, foi uma boa experiência para nós. Sabemos que o Japão é muito competitivo, bateu também a Inglaterra em março”, declarou o comandante.

“Temos total e completo respeito pelo adversário. Nós nos preparamos para uma final porque é uma final.”

T CSM

TRIBUNA LIVRE BRASIL

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