ESTRUTURA
Estrutura de quase mil metros quadrados reúne referências aos fundadores da devoção, símbolos da cultura de Goiás e elementos inspirados na arquitetura religiosa
Altar da Romaria 2026 destaca origem da devoção ao Divino Pai Eterno e tradição goiana (Foto: Divulgação)
O Altar de Celebração da Romaria do Divino Pai Eterno 2026 conta, por meio da própria cenografia, a história da origem da devoção. A estrutura, que será o principal palco das celebrações em Trindade, foi projetada desta forma pela primeira vez e conta com referências aos pioneiros da fé, símbolos da cultura goiana e elementos inspirados na arquitetura religiosa. Em 10 dias, a estimativa da prefeitura é de que um público recorde de 4,5 milhões de fiéis passe pela Capital da Fé.
Com cerca de mil metros quadrados de intervenção cenográfica, 48,20 metros de largura e 19,60 metros de altura, o altar levou aproximadamente seis meses para ser desenvolvido. O projeto foi pensado para integrar elementos religiosos, culturais e históricos em um único cenário.
“Ele foi pensado para ser muito mais do que uma estrutura cenográfica. Nossa intenção foi criar um espaço que representasse a história, a fé e a identidade da Romaria”, afirma a CEO da agência Go-To, Fabrícia Calixto, responsável pelo projeto.
Constantino Xavier e Ana Rosa
Um dos principais destaques é a homenagem a Constantino Xavier e Ana Rosa, personagens considerados fundamentais para o início da devoção ao Divino Pai Eterno. De acordo com Fabrícia, a escolha busca resgatar uma parte da história que nem todos os romeiros conhecem.
Segundo a tradição católica, por volta de 1840, o casal de agricultores encontrou um medalhão de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. A partir desse achado, eles passaram a reunir familiares e vizinhos para momentos de oração em casa. A devoção cresceu rapidamente, atraiu cada vez mais fiéis e deu origem às primeiras peregrinações, que, com o passar das décadas, se transformaram na Romaria do Divino Pai Eterno, hoje considerada uma das maiores manifestações religiosas do Brasil.
Elementos regionais
Além das referências históricas, o projeto incorpora elementos típicos da identidade goiana, como a flor do pequi, e grandes arcos inspirados na arquitetura litúrgica.
“Incorporamos elementos da nossa cultura regional porque queríamos criar uma conexão entre a fé e as nossas raízes. Os arcos foram inspirados na arquitetura litúrgica para representar acolhimento, espiritualidade e a grandiosidade dessa celebração”, destaca.
Além da estrutura principal, o projeto contempla cenografia em espaços de acolhimento, alimentação e áreas destinadas às famílias que participam da peregrinação.
Para os organizadores, o objetivo é que o altar seja um espaço de encontro entre a fé e a memória da Romaria. “Queríamos que cada pessoa que chegasse diante do altar se sentisse conectada não apenas com a celebração, mas também com a história e o legado construído pela Romaria ao longo de gerações”, conclui Fabrícia.
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