A França de Kylian Mbappé e a Noruega de Erling Haaland disputarão o seu futuro na Copa do Mundo nesta terça-feira (30), contra Suécia e Costa do Marfim, em um dia em que o mundo também verá a única partida 100% latino-americana da fase de 16-avos de final, entre México e Equador.
Após ter brilhado na primeira fase, na qual marcou quatro gols, mesmo número que seu companheiro Ouemane Dembélé, chega o momento da verdade para Mbappé e para a França, grande favorita ao título mundial para muitos.
Os ‘Bleus’ mostraram na fase de grupos um poder ofensivo quase sem igual no torneio (10 gols marcados), mas também algumas fragilidades defensivas, sobretudo nas laterais, que a Suécia tentará explorar para dar outro grande golpe.
“Voltamos a zerar o contador. A Suécia não terá nada a perder e pode nos causar problemas. Há confiança, mas não excesso de confiança, porque sabemos que a qualidade do adversário vai aumentar”, disse o técnico francês Didier Deschamps em entrevista coletiva na segunda-feira.
O treinador voltou à concentração no sábado depois de passar quatro dias na França devido ao falecimento de sua mãe.
“Estou bem, estou aqui. É bom manter a cabeça ocupada. Retomei minhas funções e tudo correu bem para a seleção francesa nessa terceira partida” contra a Noruega (4 a 1), disse Deschamps, que deixará o cargo após a Copa do Mundo.
Sua equipe busca disputar a terceira final consecutiva no dia 19 de julho em East Rutherford, Nova Jersey: a primeira foi vencida em 2018 contra a Croácia (4 a 2) e na segunda (no Catar, em 2022), perderam nos pênaltis para a Argentina de Lionel Messi.
– Continuar a remada viking –
A Noruega chegou à fase de 16-avos de final sem a pressão de ser uma das favoritas, mas com a ambição de se transformar na grande surpresa do torneio.
Impulsionados pelos quatro gols de Haaland, os noruegueses garantiram a classificação com tranquilidade em duas partidas e, na terceira, contra a França, pouparam todas as suas estrelas.
Em Dallas, vão enfrentar a Costa do Marfim, uma das nove seleções africanas (das 10 que começaram o torneio) que avançaram na primeira fase.
Os marfinenses, que nunca haviam chegado tão longe na competição, contam com uma boa equipe e talentos individuais, como os atacantes Amad Diallo, do Manchester United, e Nicolas Pépé, do Villarreal.
“Não nos colocamos nenhum limite, temos um grande potencial”, declarou Pépé após garantir a classificação.
Mas a Noruega conta com Haaland para que continue se repetindo o “Viking row” (a remada viking que se popularizou nos EUA e no mundo). O camisa 9 do Manchester City soma 59 gols em 52 partidas pela seleção.
O vencedor enfrentará a Seleção Brasileira no domingo (5), em East Rutherford.
– 40 anos sem vencer um mata-mata –
O imponente Estádio Azteca, na Cidade do México, será palco do único confronto de 16-avos de final com duas equipes latino-americanas.
O México, que nunca passou das quartas de final, tentará fazer valer o fato de estar em casa. A torcida “como nunca é o nosso grande jogador número 12 (…) nos motiva muitíssimo”, declarou na véspera Javier Aguirre.
A última vez que a seleção mexicana venceu um mata-mata foi no próprio Azteca, contra a Bulgária, na Copa do México de 1986, com Aguirre em campo.
“Eles têm uma grande fortaleza neste estádio mítico, histórico”, disse o técnico argentino do Equador, Sebastián Beccacece, que definiu o duelo como um “belo desafio, uma grande responsabilidade”.
Os mexicanos conhecem bem o perigo que o Equador representa, que além disso chega com a moral alta após garantir a classificação na última partida da fase de grupos ao derrotar a Alemanha.
Três dos principais jogadores do Equador atuam na liga mexicana: o zagueiro Jackson Porozo, o meio-campista Pedro Vite e o atacante Enner Valencia.
Os classificados se juntarão às seleções que já estão nas oitavas: Canadá, Brasil, Marrocos e Paraguai, que na segunda-feira protagonizou a primeira grande surpresa do torneio ao eliminar nos pênaltis a tetracampeã Alemanha.