Tenente segue intubado em estado grave, mas quadro evolui sem complicações

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, 39, baleado em um atentado em São Caetano do Sul (SP) no sábado, segue internado na UTI em estado grave, mas apresentou boa resposta às medidas terapêuticas e evolução dentro do esperado para o seu contexto.

Boletim médico atualizado foi divulgado na tarde de hoje. Entre os avanços do dia, a PM destacou a suspensão da medicação vasoativa (para alterar pressão e fluxo de sangue” na noite anterior, “com o oficial mantendo-se estável do ponto de vista hemodinâmico por conta própria”.

A pressão intracraniana permanece estável. Ainda de acordo com o boletim, a função renal está preservada, com diurese (urina) presente e equilíbrio adequado dos eletrólitos. O oficial também não tem febre.

Também houve melhora do edema (inchaço) nos membros inferiores após a adoção de medidas preventivas específicas. “O oficial permanece intubado, em ventilação mecânica com parâmetros mínimos, e sedado. Apresentou um quadro pulmonar em base do pulmão direito, já em tratamento com antibióticos e com boa resposta à terapêutica, evidenciada pela melhora dos marcadores laboratoriais, que seguem em queda”.

A equipe médica concluiu que o quadro, embora ainda grave, evolui de forma favorável, sem novas complicações. Há a expectativa de iniciar a redução da sedação após o período de sete a dez dias do trauma, caso não haja outras intercorrências. Ronickson está internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, desde o dia em que foi baleado.

Os investigadores encontraram o Renault Logan, da cor branca, utilizado pelos criminosos no dia do crime. O carro passou 96 vezes por ruas ligadas à rotina do policial militar quatro meses antes do atentado, segundo a TV Globo.

O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (30) em um estacionamento em Guaianases, na zona leste de São Paulo. O carro estava coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos policiais.

Eles checaram a placa e confirmaram que se tratava do mesmo caso usado na tentativa de homicídio.

A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro. Um suspeito que teria atirado no tenente já foi identificado, segundo a polícia. O homem, no entanto, não foi preso.

De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, os criminosos teriam planejado o crime por pelo menos três meses.

O policial foi baleado minutos após deixar uma academia, no sábado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram os disparos quando ele parou, também de moto, em um semáforo da avenida Goiás, em São Caetano do Sul.

A Justiça de SP decretou a prisão temporária, por 30 dias, de dois suspeitos, de 40 e 52 anos. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), um terceiro homem, de 24 anos, esteve no DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) acompanhando o pai detido, mas não foi preso.

Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel. Ela tinha 15 anos quando foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André.

O tenente ingressou na Polícia Militar em 2009, após servir como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial da corporação após concluir a formação na Academia do Barro Branco. Desde 2019, integra a Rota, tropa de elite da PM paulista.

T CSM
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