Brasil Mais Verde reúne governo e BNDES em agenda ecológica

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta quinta-feira (2/7), no Rio de Janeiro, ações federais voltadas à transformação ecológica durante a abertura do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira – Brasil Mais Verde, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No evento, Durigan destacou instrumentos financeiros, mecanismos de mercado e marcos regulatórios ligados ao Plano de Transformação Ecológica (PTE), coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com outras pastas e órgãos. Segundo ele, a agenda busca combinar responsabilidade econômica, justiça tributária e justiça social, além de ampliar o financiamento sustentável e atrair capital privado.

Durante a cerimônia, foi assinado o protocolo de intenções para o estabelecimento da plataforma Brasil Mais Verde entre o BNDES e os ministérios da Fazenda, do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O documento estabelece bases preliminares para cooperação institucional, com troca de conhecimentos e informações, definição de agendas prioritárias de investimentos públicos e privados, identificação de entraves regulatórios e criação de uma rede permanente de cooperação.

Também participaram da abertura o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança de Clima, embaixador André Corrêa do Lago, e a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Júlia Cruz.

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que a transformação ecológica representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a política industrial, ampliar investimentos e aumentar a competitividade da economia brasileira. Ele disse ainda que a Nova Indústria Brasil incorporou descarbonização, transição energética e bioeconomia entre suas missões estratégicas.

No fórum, o BNDES anunciou a segunda fase do ProFloresta+, iniciativa voltada à ampliação da restauração ecológica por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade. A nova etapa pretende restaurar até 60 mil hectares em todos os biomas brasileiros, capturar aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO₂ e mobilizar até R$ 6 bilhões na compra de créditos de carbono.

Também foi lançado o edital Prospera Amazônia, do MMA, com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, que poderá investir até R$ 230 milhões para fortalecer negócios comunitários da sociobioeconomia em todos os estados da Amazônia Legal.

O fórum reuniu representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo, especialistas e academia, em debates sobre restauração florestal, minerais críticos e estratégicos, agricultura regenerativa, armazenamento de energia, baterias, transporte sustentável, biocombustíveis e combustíveis avançados.

T CSM
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