Bolsas da Europa operam em sua maioria com ganhos nesta quarta-feira. O STOXX 600 avança 0,17%, enquanto o DAX (Alemanha) sobe 0,51%, o FTSE 100 (Reino Unido) ganha 0,09%, o FTSE MIB (Itália) avança 0,25% e o CAC 40 (França) cai 0,07%.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em alta enquanto investidores aguardam o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho. O Dow Jones Futuro avança 0,13%, o S&P 500 Futuro sobe 0,28% e o Nasdaq Futuro ganha 0,72%. Segundo pesquisa da Reuters, espera-se que os preços ao consumidor nos EUA tenham avançado 0,1% na comparação mensal e 3,4% na base anual. O dado ganha importância após o fraco relatório de emprego da semana passada. O otimismo também é impulsionado pelos resultados positivos da CoreWeave e da Super Micro Computer. A CoreWeave avançou cerca de 16% no after-market, enquanto a Super Micro Computer subiu 7,6%, após ambas apresentarem números e projeções acima das expectativas.
O CPI de julho nos Estados Unidos pode determinar a trajetória da taxa de juros norte-americana em meio a novas tensões geopolíticas. Os preços ao consumidor provavelmente aumentaram de forma moderada em julho, o que poderia reduzir as expectativas dos mercados de que o Federal Reserve aumentará a taxa de juros este ano.
Novos ataques contra navios no Oriente Médio reduziram as expectativas de um fim para a guerra. EUA e os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, relataram ataques separados contra navios. Teerã e Washington intensificaram sua retórica nos últimos dias. O principal responsável pela segurança do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou na terça-feira que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, a menos que os Estados Unidos aceitem as condições iranianas para pôr fim à guerra.
Investidores em Wall Street desanimaram com as indecisões sobre a situação geopolítica e as baixas do setor de tecnologia. Há cautela com a espera pelo CPI, que pode dar argumentos ao Federal Reserve para sua próxima decisão de juros. Dennis Follmer, diretor de investimentos da Montis Financial, disse à CNBC: “Espero que o relatório do CPI continue sua tendência de queda, o que reforçará ainda mais a tese de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros estáveis em vez de aumentá-las, mesmo com o fraco relatório de empregos da última sexta-feira”. “A inflação no setor de serviços pode continuar sendo um problema persistente, mas esse setor não é muito sensível às taxas de juros, então isso não deve prejudicar a tese de mantê-las estáveis”.
O Ibovespa terminou ontem com baixa de 2,50%, fechando em 167.874,64 pontos. A máxima do dia foi de 172.385,51 pontos e a mínima de 167.568,94 pontos. Na semana, o índice acumula queda de 2,69%. No mês de agosto, a baixa é de 5,69%. No ano, o Ibovespa ainda registra ganho de 4,19%.
Entre as ações mais negociadas ontem, BPAC11 liderou com 57.526 negócios e queda de 5,77%, seguida de ITUB4 com 55.217 negócios e recuo de 3,51%, e VALE3 com 45.102 negócios e queda de 2,02%. BBDC4 teve 42.989 negócios com baixa de 2,27%, enquanto PETR4 registrou 42.272 negócios com recuo de 1,35%.
Entre as maiores altas, CMIN3 avançou 2,01% para R$ 5,57, NATU3 subiu 1,49% para R$ 8,20 e MBRF3 ganhou 1,38% para R$ 16,16.
O dólar comercial terminou ontem com alta de 0,98%, com a venda em R$ 5,161 e a compra em R$ 5,160. O dia registrou mínima de R$ 5,098 e máxima de R$ 5,178. O movimento foi na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, fechando em 99,81 pontos, com ganho de 0,01%.
Os juros futuros fecharam ontem com altas ao longo da curva. O volume total negociado na B3 alcançou R$ 31,80 bilhões.
Com informações de InfoMoney.