A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) recebeu de forma positiva o lançamento do Desenrola 3.0, anunciado pelo governo na última sexta-feira (25), voltado à renegociação de dívidas em atraso.
A federação afirma que acompanha e participa de iniciativas de renegociação de dívidas vencidas implementadas pelo governo federal. Segundo a entidade, são medidas emergenciais para atender públicos específicos em situações excepcionais de endividamento excessivo.
A Febraban diz ainda que os bancos estão sensibilizados com o atual quadro de inadimplência, que tem comprometido o bem-estar financeiro das famílias e o funcionamento do mercado de crédito.
Entre os motivos para a avaliação positiva do programa, a entidade cita a adesão voluntária, o respeito às características de mercado e o foco em dívidas com elevado tempo de atraso.
“Nossa expectativa é que a implementação desse programa possa, ao mesmo tempo, aliviar a situação financeira das famílias e contribuir para melhorar o ambiente de crédito”, diz, em nota, a entidade.
COMO VAI FUNCIONAR O DESENROLA 3.0?
O governo pretende comprar, com desconto, um estoque de dívidas de até R$ 10 mil que estão nos balanços dos bancos. A ideia é negociar os débitos com os consumidores e repassar os descontos obtidos com as instituições financeiras.
O governo prevê realizar um leilão em novembro para comprar as dívidas. Vencerão as ofertas que concederem os maiores descontos, que poderão chegar a 90%, segundo o governo.
A previsão é destinar até R$ 15 bilhões à compra desse estoque, que pode alcançar cerca de R$ 150 bilhões em dívidas. O governo estima que R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados, considerando a adesão parcial de credores e devedores.
Poderão participar famílias com dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e empréstimos pessoais em atraso, desde que não sejam consignados. Os débitos deverão ter entre dois e quatro anos e meio de atraso, contados a partir de 25 de setembro de 2026.