O laudo cadavérico do menino de 3 anos que morreu em Planaltina de Goiás na última segunda-feira (28/9) apontou a causa da morte como politraumatismo, ou seja, lesões severas em várias partes do corpo. A informação foi divulgada pelao Polícia Civil de Goiás (PCGO), que investiga o caso através do Grupo de Investigação de Homicídios.
Segundo a PCGO, a criança foi levada já morta para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pelo padrasto, que foi preso em flagrante. A polícia apura agora se a criança foi vítima de violência sexual.
“Permanecem pendentes de conclusão os demais exames periciais requisitados, inclusive aqueles destinados a verificar a eventual ocorrência de prática sexual delituosa”, informou a corporação em nota.
Após a chegada da criança na UPA, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
Em entrevista ao Metrópoles, o conselheiro Marcus Vinicius Coutinho afirmou que o menino apresentava hematomas em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Segundo apurado, a mãe da criança trabalha e estuda e havia deixado o menino aos cuidados do padrasto, que também cuidava do próprio filho, de 6 anos na mesma casa. Assim que soube do caso, a mãe da criança foi para a UPA e se desesperou com a notícia da morte do filho.
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do Metrópoles
Segundo o conselheiro Marcus Vinicius, a cena que viu foi na unidade de saúde foi “aterrorizante“.
“Em quatro anos de mandato como conselheiro, esse foi o pior plantão da minha vida”, descreveu.
O conselheiro detalhou ainda que o filho mais velho do suspeito, o menino de 6 anos, havia sido deixado sozinho em casa enquanto o padrasto e a vítima foram para UPA. Ao receber a informação, o conselho tutelar foi até a casa e resgatou a criança que estava bem, assistindo televisão. Ele foi deixado aos cuidados da avó. Segundo o conselheiro, o imóvel da família estava bem cuidado e não apresentava disfunções notáveis.
Na sequência, o Conselho Tutelar emitiu os relatórios pertinentes à Polícia Civil e ao Ministério Público para subsidiar a investigação.
O caso segue em apuração pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Planaltina de Goiás, que realiza as diligências necessárias para o esclarecimento das circunstâncias do fato, bem como eventuais responsabilização. O nome dos envolvidos está sob sigilo.