Senador defende ajustes no acordo Mercosul-UE para proteger agronegócio

O presidente da Comissão de Agricultura do Senado (CRA), Zequinha Marinho (Podemos-PA), defendeu nesta quarta-feira (4) a necessidade de aperfeiçoar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia para corrigir distorções que possam prejudicar o Brasil.

Em sua primeira reunião da comissão neste ano, o senador destacou a relevância do tratado, que conecta dois blocos responsáveis por cerca de 25% do PIB mundial e reúne mais de 700 milhões de consumidores. Ele enfatizou que o acordo, em geral, é positivo, ao abrir oportunidades para exportações de matérias-primas e produtos industrializados, especialmente do agronegócio.

No entanto, Marinho apontou pontos que demandam ajustes, como as salvaguardas comerciais impostas por pressão de setores agrícolas europeus. Essas medidas permitem a suspensão de preferências tarifárias em caso de aumento nas exportações do Mercosul de produtos sensíveis, como carne bovina e aves. O senador criticou a rigidez dos critérios, com redução nos limites de tolerância e prazos de investigação, o que confere um viés protecionista ao acordo e gera insegurança aos produtores brasileiros.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo foi assinado e agora tramita no Congresso Nacional. Marinho alertou para a importância de um debate profundo, com diálogo amplo com os setores produtivos e avaliação técnica rigorosa, antes de qualquer aprovação. Ele argumentou que o texto não pode ser analisado de forma apressada.

O senador também observou que o processo na Europa ainda não está concluído, com o texto enviado ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a entrada em vigor em até dois anos. Isso reforça, segundo ele, a necessidade de cautela e firmeza na defesa dos interesses nacionais.

Zequinha Marinho defendeu o diálogo e a articulação política para construir um acordo equilibrado e justo. Ele afirmou que a Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso terá um papel central na defesa da soberania econômica e dos interesses do setor produtivo.

T CSM

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