Programa do GDF acelera diagnóstico e tratamento de câncer no DF

Programa do GDF acelera diagnóstico e tratamento de câncer no DF
Programa do GDF acelera diagnóstico e tratamento de câncer no DF – Reprodução

Diagnóstico rápido de câncer devolve esperança a pacientes

No Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, o programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não” se destaca no Distrito Federal por reduzir filas e acelerar o diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem mudado a trajetória de pessoas como André Luiz Bezerra, de 31 anos, que após uma suspeita da doença, obteve um diagnóstico e início de tratamento ágeis.

André, que trabalhava na pista do Aeroporto de Brasília, sentiu um incômodo no rosto que levou à suspeita de câncer. Após a confirmação e a identificação de metástase no pulmão, a cirurgia foi descartada e o tratamento precisava começar imediatamente. “Quando a gente recebe um diagnóstico desses, cada dia conta”, afirmou. Graças ao programa, ele foi chamado para a primeira consulta e iniciou a quimioterapia rapidamente. Atualmente, é acompanhado pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e faz radioterapia no Hospital Anchieta, conveniado ao SUS.

Menos espera, mais chance de cura

Lançado em julho de 2025, o programa do Governo do Distrito Federal (GDF), executado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), alterou a dinâmica do atendimento oncológico. Dados da SES-DF, disponíveis no site oficial do programa, indicam que o tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica caiu de aproximadamente 80 dias para 15, uma redução superior a 80%. A fila de pacientes diminuiu de mais de 1.500 pessoas para cerca de 194.

“O tempo, que historicamente sempre foi um dos maiores inimigos de quem enfrenta o câncer, passou a ser tratado como prioridade absoluta na rede pública do Distrito Federal”, disse o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. “A elaboração e implantação de uma linha de cuidado oncológica estruturada permitiu avanços concretos na organização do acesso, na integração das etapas assistenciais e na continuidade do tratamento”.

Papel do Hospital de Base

O Hospital de Base do Distrito Federal, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), foi crucial na implementação do programa. A unidade foi a primeira a realizar a avaliação inicial dos pacientes. Segundo Victor Oliveira, chefe da Oncologia do hospital, essa etapa foi essencial para organizar o fluxo de atendimento. “Nosso papel foi identificar o perfil dos pacientes que poderiam ser atendidos na rede privada conveniada ao SUS, especialmente aqueles com chance de cura”, explicou.

Durante quatro meses, o HBDF realizou 403 avaliações iniciais. Atualmente, essa avaliação é feita pela Oncoclínicas, conveniada ao SUS, e o atendimento é compartilhado entre a rede pública e os serviços conveniados. Além disso, o Hospital de Base expandiu sua capacidade. Entre julho e dezembro de 2025, foram realizadas 810 consultas de primeira vez, mais de 12 mil consultas de retorno, 5.214 sessões de quimioterapia ambulatorial e 289 em regime de internação.

Atenção aos sinais

Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce. Sinais como perda de peso sem causa, sangramentos, nódulos, feridas que não cicatrizam, tosse prolongada, alterações intestinais e dores contínuas devem ser investigados. “Nem todo sintoma é câncer, mas todo sinal persistente precisa de avaliação médica”, orientou o oncologista Victor Oliveira.

A recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Em caso de suspeita, o paciente é inserido na fila única da Central de Regulação do DF para encaminhamento e atendimento especializado. “Assusta muito, mas esperar sem resposta assusta ainda mais. Começar o tratamento rápido me deu força para enfrentar e ter esperança”, desabafou André Luiz Bezerra.

*Com informações do IgesDF

T LB
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