Pentágono corta parceria acadêmica com Harvard: “woke”

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Pentágono corta parceria acadêmica com Harvard: “woke” – Reprodução

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou em um comunicado na sexta-feira (6) que o Pentágono vai cortar os laços acadêmicos com a Universidade de Harvard, a partir do ano letivo de 2026, em decorrência das políticas identitárias adotadas pela instituição.

“O Departamento de Guerra está encerrando formalmente TODOS os programas de Educação Militar Profissional, bolsas e certificados com a Universidade de Harvard. Harvard é woke; o Departamento de Guerra não é”, postou Hegseth no X.

“Por muito tempo, este departamento enviou nossos melhores e mais brilhantes oficiais para Harvard, esperando que a universidade entendesse e valorizasse melhor nossa classe guerreira”, disse Hegseth, em um comunicado em vídeo. “Em vez disso, muitos de nossos oficiais voltaram se parecendo muito com Harvard — cabeças cheias de ideologias globalistas e radicais que não melhoram nossas fileiras de combate.”

A partir do ano acadêmico de 2026-2027, acrescentou o secretário, o Pentágono descontinuará a educação profissional militar em nível de pós-graduação, bolsas e programas de certificação. Os estudantes que já estiverem matriculados, no entanto, poderão concluir os cursos.

Hegseth acrescentou que programas semelhantes em outras universidades da Ivy League serão avaliados nas próximas semanas, uma vez que demonstraram um “viés institucional generalizado.”

A universidade tem uma ligação histórica com o Exército dos EUA, oferecendo vários programas para veteranos e militares em atividade. O próprio Hegseth tem mestrado em Harvard, diploma que devolveu publicamente de forma simbólica em 2022.

A Universidade de Harvard ainda não se manifestou sobre a decisão do Pentágono.

Litígio

A decisão marca mais um episódio na escalada de tensões entre a universidade e o governo Trump, iniciadas com o segundo mandato do republicano, que decidiu congelar mais de US$ 2 bilhões em fundos federais concedidos à instituição pelo que chamou de política antissemita. O pedido de Trump é para que Harvard supervisione suas admissões e contratações, eliminando a agenda woke dos processos, o que a universidade se recusou a fazer.

Embora a medida tenha sido revogada judicialmente, Trump seguiu pressionando Harvard com processos. Nos últimos dias, o jornal The New York Times informou que ele havia desistido de pedir US$ 200 milhões à instituição para encerrar o litígio entre ambos.

Após a publicação da reportagem, o presidente americano afirmou, na terça-feira (3), que a instituição é “extremamente antissemita” e exigiu uma compensação de US$ 1 bilhão por “perdas e danos”.

“Universidade de Harvard, fortemente antissemita, tem alimentado o New York Times com muitas ‘bobagens’. Harvard tem se comportado muito mal há muito tempo!”, disse Trump na Truth Social. Em outra postagem, o presidente americano declarou que “não queremos ter mais nada a ver, no futuro, com a Universidade de Harvard”. A universidade negou que seja antissemita.

T CSM

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