Israel realizou ataques aéreos em várias áreas da Faixa de Gaza neste domingo (15), resultando na morte de pelo menos 11 palestinos, de acordo com autoridades de saúde locais. Os militares israelenses afirmaram que as ações foram uma resposta a violações do acordo de cessar-fogo cometidas pelo grupo militante Hamas.
Médicos em Gaza relataram que um dos ataques atingiu um acampamento que abrigava famílias deslocadas, matando pelo menos quatro pessoas. Outro bombardeio em Khan Younis, no sul da faixa, deixou cinco vítimas fatais, enquanto uma pessoa foi morta a tiros no norte. Os ataques também visaram o que seria um comandante do grupo Jihad Islâmica, aliado do Hamas, no bairro de Tel Al-Hawa, na cidade de Gaza.
Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, condenou os incidentes como um “massacre” contra palestinos deslocados e uma grave violação da trégua, ocorrida dias antes da primeira reunião do Conselho Internacional de Paz para Gaza, organizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para quinta-feira (19).
Um oficial militar israelense descreveu os ataques como “precisos” e em conformidade com o direito internacional. Ele alegou que o Hamas violou repetidamente o cessar-fogo de outubro, incluindo a emergência de militantes de um túnel no lado israelense da “Linha Amarela”, demarcada no acordo para separar áreas controladas por Israel e pelo Hamas.
O conflito atual faz parte de uma guerra iniciada pelo ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 pessoas, segundo dados israelenses. A ofensiva aérea e terrestre de Israel em Gaza resultou em mais de 72 mil mortes, conforme o Ministério da Saúde palestino.
Israel moveu unilateralmente a Linha Amarela para dentro de Gaza, e o Hamas rejeita as exigências para depor as armas, previstas no plano de cessar-fogo. As forças israelenses continuaram a destruir túneis subterrâneos no norte da faixa, em linha com o acordo, e atacaram um prédio a leste da linha após avistarem militantes saindo de um túnel, matando pelo menos dois deles.
Desde o início do cessar-fogo, o Ministério da Saúde de Gaza registra pelo menos 600 palestinos mortos por tiros israelenses, enquanto Israel reporta quatro soldados mortos por militantes na mesma período.
Autoridades norte-americanas indicaram que Trump anunciará um plano de reconstrução de bilhões de dólares para Gaza e detalhes sobre uma força de estabilização autorizada pela ONU durante a reunião em Washington. Qassem apelou aos participantes para pressionarem Israel a cessar as violações e implementar o acordo integralmente.