Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, como parte do balanço de dois anos de atuação da Casa de Governo, lideranças dos povos Yanomami, Ye’kwana, Sanöma e Ninam foram apresentadas atualizações sobre as operações de desintrusão na Terra Indígena Yanomami.
Participaram do encontro representantes da Hutukara Associação Yanomami (HAY), da URIHI Associação Yanomami, da Associação Wanasseduume Ye’kwana (SEDUUME), da Ypassali Associação Sanuma e da Associação Indígena Ninam. Também estiveram presentes entidades como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Força Nacional, o Instituto Socioambiental (ISA), o Comando Operacional Logístico Catrimani II e o CONDISI Yanomami (Conselho Distrital de Saúde Indígena).
As operações de desintrusão seguem como prioridade do Governo Federal no combate ao garimpo ilegal. De acordo com dados divulgados, houve redução de 98,9% na área ocupada pelo garimpo ilegal até fevereiro de 2026, resultado atribuído à intensificação das frentes operacionais iniciadas em 2024.
O diretor da Casa de Governo, Nilton Tubino, detalhou os resultados e destacou o avanço no combate à logística do garimpo, incluindo o transporte de combustível, maquinário e suprimentos. A apresentação reforçou a transparência das ações e a efetividade da estratégia adotada.
As ofensivas envolvem ações aéreas, fluviais e terrestres, com prisões, inutilização de equipamentos e destruição de estruturas usadas na atividade clandestina. A estratégia prioriza não só a retirada dos invasores, mas o desmonte da estrutura que sustenta o garimpo ilegal.
As lideranças indígenas contribuíram com informações sobre regiões com indícios de movimentação e estratégias dos invasores para retomar áreas desocupadas. Esses relatos foram considerados estratégicos para aprimorar o monitoramento e a resposta a tentativas de reocupação.
Outro ponto discutido foi o aprimoramento dos sistemas de alerta enviados pelas associações indígenas, visando fortalecer a integração de informações para uma resposta mais ágil a movimentações suspeitas.
A Casa de Governo reafirmou o compromisso de manter a presença permanente do Estado no território, com atuação coordenada para proteger a Terra Indígena Yanomami e continuar as ações contra o garimpo ilegal.