O Governo do Brasil acionou, nesta quarta-feira, 4 de março, a Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde para coordenar a resposta federal aos municípios atingidos por fortes chuvas na Zona da Mata mineira. A iniciativa reúne especialistas do Ministério da Saúde, representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos conselhos de saúde, com o objetivo de articular o envio de equipes e insumos, além de monitorar o cenário para subsidiar decisões rápidas.
Além das regiões afetadas em Minas Gerais, a sala também acompanhará as chuvas previstas para grande parte do Nordeste, incluindo o Recôncavo Baiano e áreas do interior do Ceará, Piauí e Maranhão. O monitoramento é realizado por meio do programa Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastre), que desenvolve ações de vigilância e resposta em saúde para gestão de riscos em emergências públicas decorrentes de desastres. A estrutura opera com base no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), modelo internacional de gestão de emergências que promove coordenação entre órgãos governamentais, setor privado e sociedade civil, focando na resposta e mitigação de impactos.
O Ministério da Defesa mantém mobilização para apoiar os municípios de Juiz de Fora e Ubá, afetados por deslizamentos e inundações. Inicialmente, 423 militares foram colocados em prontidão, dos quais cerca de 380 já atuam diretamente nas ações de resposta. O Exército Brasileiro emprega aproximadamente 165 militares em Juiz de Fora e 220 em Ubá, com o uso de caminhões-tanque, caminhões-pipa, caminhões-basculantes e viaturas Marruá. As atividades incluem socorro às comunidades, desobstrução de vias, recuperação de estruturas, remoção de escombros e coleta de donativos. A Marinha do Brasil, por meio da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida), e a Força Aérea permanecem em prontidão para atuar em áreas alagadas, regiões de difícil acesso e locais com infraestrutura comprometida, em coordenação com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A campanha de doações lançada pelo Banco do Brasil em 26 de fevereiro alcançou cerca de R$ 1,5 milhão em favor das vítimas das enchentes. Desse total, R$ 1,2 milhão vieram de doações de funcionários e clientes, enquanto R$ 300 mil foram aportados pelo conglomerado, incluindo R$ 200 mil da Fundação Banco do Brasil e R$ 100 mil da BB Asset. Os recursos, parte do Programa Ajuda Humanitária, serão destinados a instituições sem fins lucrativos para a compra e distribuição de alimentos, kits de higiene e itens de primeira necessidade às famílias impactadas. Além disso, o banco anunciou medidas de apoio financeiro, como carência para pagamentos, repactuação de dívidas, linhas de crédito rural e outras flexibilizações para pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais das regiões atingidas.
A Caixa Econômica Federal liberou, a partir desta quinta-feira (5), o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade para trabalhadores de outros nove municípios mineiros: Água Boa, Areado, Ewbank da Câmara, Gouveia, Itamaraty de Minas, Jaboticatubas, João Pinheiro, Mata Verde e Poté. A solicitação pode ser feita pelo aplicativo FGTS da Caixa, com base em endereços identificados pela Defesa Civil. Os saques estão disponíveis até 2 de junho de 2026, para quem possua saldo na conta e não tenha realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses. O valor máximo é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível.