O prefeito de Macapá, Doutor Furlan, do PSD, renunciou, nesta quinta-feira, 5, ao cargo após ter sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal por suspeita de desvio de recursos federais.
Em comunicado enviado à Câmara de Vereadores, o agora ex-prefeito pediu que a população mantenha a confiança nele após sua saída.
Furlan justificou a renúncia informando que vai concorrer ao cargo de governador do Amapá neste ano. Para entrar na disputa, era preciso renunciar ao mandato de prefeito até o dia 4 de abril.
Nessa quarta-feira, o ministro do STF Flávio Dino decidiu pelo afastamento de Furlan e de seu vice, Mario Neto, por desvio de recursos para a construção do Hospital Geral Municipal.
De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro.
Um contrato com a empresa Santa Rita Engenharia foi firmado pela prefeitura no valor de R$ 70 milhões.
Com a decisão, assumiu o cargo interinamente o presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, Pedro DaLua, do União Brasil.
Pelas redes sociais, o vice-prefeito afastado Mario Neto disse que foi surpreendido com a decisão do STF, mas confia na justiça e tem convicção de que todos os fatos serão esclarecidos.
*Com informações da ABr,