O Ministério da Fazenda promoveu nesta segunda-feira (9/3), em Brasília, o 3º Encontro de Mulheres na Transformação Ecológica. O evento, no formato de café da manhã, reuniu lideranças femininas responsáveis por agendas estratégicas de desenvolvimento sustentável no governo federal. Secretárias e gestoras do Ministério da Fazenda e de outros órgãos foram homenageadas e compartilharam experiências na formulação e execução de políticas públicas voltadas à transformação ecológica, com ênfase na equidade de gênero.
A discussão focou nas principais entregas previstas até dezembro de 2026 e no papel do Ministério da Fazenda e de outras instituições no apoio a essas iniciativas. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou a importância da presença feminina nos espaços de decisão. “As mulheres precisam estar empoderadas e fazer aquilo que desejam. O futuro está aqui. A política econômica e o desenvolvimento passam por este ministério, e ter mulheres nesses espaços faz com que tenhamos ótimas ideias e executemos políticas públicas melhores para o país e mais voltadas para as mulheres”, afirmou.
A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, que presidiu a mesa, explicou que o objetivo foi fortalecer o diálogo sobre como a Fazenda pode contribuir para a agenda ecológica, com recorte de gênero. Ela enfatizou a importância política do encontro e agradeceu aos participantes.
Carolina Grottera, subsecretária de Transformação Ecológica da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, ressaltou que a agenda é construída de forma coletiva e transversal, envolvendo ministérios, sociedade e setor privado. Ela destacou a liderança de mulheres na agenda, garantindo olhares para diferenças de raça, e explicou avanços em bioeconomia e economia circular, onde mulheres detêm saberes fundamentais, como em florestas e cooperativas de catadoras.
Políticas em desenvolvimento incluem mecanismos de rastreabilidade em iniciativas como o Eco Invest e oportunidades para mulheres em energia renovável. Ana Sobral, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Fazenda, compartilhou o significado pessoal de contribuir como mulher negra de região vulnerável.
Outras participantes, como Roberta Ludwig e Viviane Varga, destacaram a integração de áreas governamentais e o papel da política econômica em financiar projetos sustentáveis. Luciana Mendes Servo, presidenta do Ipea, defendeu planejamento estratégico para 2026, com comunicação clara dos avanços em agendas de gênero, raça e transformação ecológica.
Julia Cruz, secretária de Economia Verde do MDIC, observou a diversidade de estilos de liderança feminina e impactos em setores precarizados, como cooperativas de catadoras, onde 70% são mulheres e 90% negras. Virgínia de Ângelis, secretária nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, reforçou que a agenda ganhou relevância ao ser inserida nas finanças públicas e no Plano Plurianual, com perspectiva interseccional.
O encontro reforçou a importância da presença feminina em lideranças para políticas inovadoras, inclusivas e sustentáveis, evidenciando o papel das mulheres na construção do desenvolvimento do país. As informações foram retiradas do Governo Federal.