Inteligência artificial vai alertar sobre riscos de acidentes no trânsito paulista

Rodízio de veículos retorna em São Paulo nesta quinta-feira
Rodízio de veículos retorna em São Paulo nesta quinta-feira – Reprodução

O Detran-SP (Departamento de Trânsito) de São Paulo usará inteligência artificial para fazer alertas sobre vias públicas com riscos de acidentes.

O projeto, que deve entrar em operação ainda em 2026, vai ampliar a inteligência analítica de dados do Infosiga, sistema estadual de monitoramento da violência do trânsito no estado de São Paulo.

Quando estiver operacional, o site estatístico passará a se chamar de Infosiga 4.0.

Uma outra atualização, prevista para maio, vai ampliar o número de dados inseridos por policiais militares e agentes de trânsito no aplicativo usado para registrar ocorrências.

Isso, segundo o Detran, deve impactar diretamente na qualidade das informações que alimentam o Infosiga.

O aplicativo utilizado pela PM será disponibilizada às prefeituras, ampliando o padrão de coleta de dados, afirma Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.

As duas atualizações serão apresentadas na ANDtech, evento sobre tecnlogia de trânsito que vai até esta quarta-feira (11) no Anhembi, zona norte de São Paulo.

A ideia é ampliar a capacidade de leitura de bases de dados, permitindo identificar padrões de risco de condudores e pedestres antes que resultem em mortes ou lesões graves.

“Na prática, a inteligência artificial deverá permitir cruzamentos mais complexos e rápidos entre informações já disponíveis, gerando alertas mais precisos para formulação de políticas públicas”, diz o Detran.

O Infosiga 4.0 poderá fazer, por exemplo, alertas de vias com recorrentes colisões sem vítimas para intervenções preventivas de prefeituras, antes que ocorra um acidente grave. Hoje esse tipo de episódio não é analisado pelo sistema.

“Essa melhoria na coleta dados com IA vai permitir que se passe de análises reativas para preditivas.

Garantirá um avanço signficativo no tratamento das informações”, afirma Mantovani.

No caso do novo aplicativo para registro de ocorrências, o agente responsável pelo atendimento passará a contar com um formulário digital mais detalhado e estruturado, com campos que hoje não existem no sistema atual.

Isso permitirá registrar veículos que atualmente escapam da base estatística, como os chamados autopropelidos, categoria que inclui patinetes e scooters eletricas —modais que estão em crescimento nas ruas e aventidas e atualmente estão em um limbo entre bicicletas elétricas e ciclomotores.

O formulário ainda indicará fatores de risco associados ao acidente, como uso de álcool pelo condutor ou velocidade do veículo.

A localização da ocorrência também será refinada com geolocalização precisa, para corrigir distorções provocadas por registros aproximados.

A classificação da gravidade das lesões das vítimas também será aprimorda. De acordo com a diretora de Segurança Viária, o Detran está usando uma metologia desenvolvida nos Estados Unidos, que permite comparar dados internacionais para melhorar a eficácia da análise das lesões.

A nova reformulação está sendo feita em parceria técnica com a estatal Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo). Empresas privadas também estão envolvidas.

Parte do projeto já foi apresentado ao Detran e está em fase de validação técnica, ajustes e adequação.

“A expectativa é consolidar até o fim do ano uma nova camada analítica capaz de orientar decisões com base em evidências que ainda não são tratadas pelo sistema”, diz o Detran.

O Infosiga foi reformulado no ano passado e ganhou o nome de 3.0. Entre outros passou a apontar as vias mais letais no estado de São Paulo.

Com atualização mensal, o serviço disponibiliza dados sobre mortes no trânsito paulista desde 2015. A partir de 2019, passou a incluir registros de acidentes não fatais
Atualmente, o site recebe, em média, cerca de 5.000 acessos ao mês.

T CSM

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