Os 90 ônibus elétricos destinados ao transporte público do Distrito Federal já estão no Brasil, tendo chegado ao Porto de Vitória, no Espírito Santo. Os primeiros 15 veículos estão programados para chegar a Brasília até a próxima semana, marcando o início da renovação da frota por opções sustentáveis.
Os novos ônibus atenderão cerca de 67 mil passageiros por dia na área 1, operada pela empresa Piracicabana. Eles circularão em linhas que conectam regiões administrativas ao Plano Piloto, incluindo a Rodoviária, o Terminal da Asa Sul, a Esplanada, Setor de Autarquias e Tribunais, UnB, Noroeste, W3, L2 Sul e Norte, e o Aeroporto.
De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, a iniciativa visa proporcionar conforto e qualidade de vida à população com uma frota moderna e sustentável. “São veículos modernos, que beneficiam diretamente os passageiros e a população como um todo, com viagens silenciosas e confortáveis, e com a redução na emissão de 415 toneladas de gases poluentes, equivalente à plantação de 88 mil árvores por ano”, destacou ele. Essa medida representa o começo da transição para um transporte mais ecológico no Distrito Federal.
Os ônibus são 100% elétricos, fabricados pela chinesa CRRC, com capacidade para 74 passageiros, piso baixo, motor traseiro, suspensão a ar, freios ABS e frenagem auxiliar elétrica. Eles chegam enumerados e adesivados de fábrica, em conformidade com as normas brasileiras. A operação está prevista para maio, após emplacamento, instalação de validadores e cadastro no sistema da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF).
O desembarque no porto é realizado de forma lenta, com os veículos retirados um a um por guindastes. Após o desembaraço aduaneiro, serão transportados em lotes de 15 por semana em carretas até Brasília. Inicialmente, ficarão na garagem da Piracicabana no Plano Piloto, com estrutura para recarga de quatro veículos simultaneamente, e depois na garagem da Hípica, equipada com 18 carregadores de 240 kW e três transformadores de 1.750 kVA.
Para suportar a demanda energética de 4.500 kVA no pico, a subestação da Neoenergia foi ampliada. Além disso, quatro carregadores serão instalados no Terminal da Asa Sul.