Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento um estudante de direito utiliza um aparelho de choque em uma pessoa em situação de rua, na segunda-feira (13), em Belém.

Vítima, que está de costas, caminha pela rua e é atacado pelo estudante. Um outro homem, também aluno do curso de direito, filma as agressões.

Agressões com arma de choque ocorreram em pelo menos duas ocasiões. Nas imagens, também é possível ver que após agredirem a vítima, os dois alunos riem da situação.

O MPF (Ministério Público Federal) abriu uma apuração para investigar o ataque. A abertura da investigação foi feita pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no estado – órgão do MPF para a defesa dos direitos humanos.

Estudantes fugiram para dentro do Cesupa (Centro Universitário do Pará) após agressões. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, decidiu requisitar informações à universidade particular, com prazo de 48 horas para a resposta, e representar criminalmente os estudantes ao Ministério Público do Pará, para apuração criminal do fato.

Universidade afirmou que afastou os dois estudantes, que não tiveram os nomes divulgados. Em nota, o Cesupa declarou que lamenta o caso e que “realizará o afastamento imediato dos alunos de suas atividades acadêmicas e abrirá procedimento administrativo interno para a devida apuração dos fatos”.

O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), classificou o episódio como “revoltante e inaceitável”. Em vídeo pubicado nas redes sociais, Normando afirmou que oficiou a Polícia Civil a adotar todas as medidas cabíveis para que os envolvidos sejam “punidos com o rigor da lei”.

O homem em situação de rua foi localizado e encaminhado a um centro de acolhimento, segundo o prefeito. “Não vamos normalizar o absurdo. Nenhum crime contra a dignidade humana ficará impune por nós e pelas autoridades. Vamos garantir que essa pessoa possa ter todo o nosso acolhimento necessário e vamos trabalhar para que atos como esse não ocorram na cidade”, disse.

O UOL procurou a Polícia Civil do Pará para esclarecer se os dois estudantes foram identificados e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação. Como os nomes dos envolvidos não foram divulgados, a reportagem não conseguiu localizar a defesa deles.

Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com a aplicação rigorosa de nossas normas internas, colaborando com as autoridades para que episódios desta natureza não se repitam, preservando a integridade dos valores de cidadania que defendemos perante a sociedade.
Cesupa, em nota publicada nas redes sociais

T CSM

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