Grupo de trabalho debate implantação de calçadas em condomínios no DF

Grupo de trabalho debate implantação de calçadas em condomínios no DF
Grupo de trabalho debate implantação de calçadas em condomínios no DF | Imagem: Divulgação

Representantes da Secretaria DF Legal, do Brasília Ambiental, da Adasa e da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) reuniram-se nesta quinta-feira (16) para discutir o funcionamento do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), criado para estudar soluções para a implantação de calçadas em condomínios fechados no Distrito Federal. O objetivo é encontrar alternativas à cimentação de áreas verdes, uma prática adotada para atender às exigências de vistorias para a expedição da carta de Habite-se.

Impacto ambiental das calçadas em condomínios

O tema foi pautado inicialmente pela Adasa após observar a tendência de condomínios em cimentar as áreas verdes em frente às casas para atender às exigências impostas pela DF Legal na vistoria para expedição da carta de Habite-se.

A preocupação do órgão regulador é que essa possa ser a solução menos indicada sob o ponto de vista ambiental, por ignorar os impactos a longo prazo. “Quando você coloca o cimento, você impermeabiliza o solo. Tem que se pensar nos danos a aquíferos e para onde vai essa água”, comentou o diretor-presidente Raimundo Ribeiro.

O Brasília Ambiental e a Secretaria do Meio Ambiente demonstraram a mesma preocupação. Casos em que houve a sugestão até da supressão total de árvores do condomínio foram lembrados. Por sua vez, a DF Legal explicou os critérios atuais para que a calçada seja considerada acessível, mas negou que cimentar a área verde seja a única solução. “Existem diversas formas de adaptação. Colocar o cimento não é a única saída para atender os pedidos e é bom podermos analisar juntos sob a ótica ambiental também”, explicou Sandro de Farias, da Coordenação de Habite-se e Acessibilidade.

Próximos passos do GTI

Diante da necessidade de estudos mais aprofundados da legislação, todos os quatro órgãos se comprometeram a indicar os membros titulares e suplentes do GTI e marcar a primeira reunião. A ideia é, após levantar todas as possibilidades e sugerir novas, enviá-las à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) para análise de viabilidade e adoção.

“Queremos organizar o entendimento e unificar a orientação entre todos os órgãos”, finalizou Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental.

Conforme consta na Portaria Conjunta nº 04, de 06 de abril de 2026, que criou o grupo, o GTI terá o prazo de 90 dias para a conclusão das atividades e apresentação de relatório técnico final, prorrogável por igual período, mediante justificativa.

*Com informações da DF Legal

T LB

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