Goiana relata golpe ao tentar regularização nos EUA

PREJUÍZO

Grupo foi preso por organização criminosa, fraude, extorsão e exercício ilegal da advocacia

Grupo de brasileiros presos – Foto: Reprodução/ Instagram Xerife John Mina

Uma goiana está entre as vítimas de um grupo suspeito de aplicar golpes em imigrantes brasileiros nos Estados Unidos. A jovem, que preferiu não se identificar, disse que perdeu US$ 1.825 (cerca de R$ 9 mil) ao contratar serviços para obtenção de documentos de permanência no país.

Conforme a goiana contou ao G1, o contato com os suspeitos começou no segundo semestre de 2025, após ver anúncios de uma empresa que oferecia assessoria para processos migratórios. Durante o atendimento, porém, o serviço acabou sendo vinculado a outra empresa, o que despertou desconfiança.

“Eu fugi da Legacy porque já havia um burburinho de que estava fazendo ‘fast food’ de documentos. Quando eu fechei o contrato e eles me pediram para enviar o material para Legacy, eu: ‘Peraí. Com a Legacy?”, disse.

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A vítima mora no Texas e interrompeu os pagamentos ao perceber inconsistências no andamento do processo. Segundo ela, o pedido de asilo sequer chegou a ser protocolado. “Só que o meu caso não chegou nem a ser aplicado. Eles receberam o meu dinheiro em outubro do ano passado e nunca entraram com o meu processo”, disse.

O grupo investigado foi preso na última semana pela polícia da Flórida. De acordo com as autoridades, quatro brasileiros são apontados como líderes do esquema: Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva.

As investigações começaram após denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados da Flórida. Segundo a polícia, os suspeitos podem responder por crimes como organização criminosa, fraude, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o xerife John Mina afirmou que o grupo teria movimentado mais de US$ 20 milhões em três anos. “Na realidade, Vagner Soares de Almeida, sua esposa Juliana Colucci e seus associados acumularam mais de 20 milhões de dólares, lucrando às custas de pessoas de nossa comunidade que tinham menos condições de se defender”, disse.


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