Rio Tapajós registra recorde de 2,38 milhões de toneladas no bimestre inicial de 2026

O Rio Tapajós reafirmou sua importância estratégica para a economia brasileira ao registrar volumes recordes de movimentação de cargas no primeiro bimestre de 2026. Mesmo diante de uma seca moderada, a hidrovia transportou 2,38 milhões de toneladas, consolidando-se como alternativa logística eficiente para o escoamento da produção nacional e o abastecimento do oeste do Pará.

Em 2025, a Hidrovia do Rio Tapajós movimentou 16,8 milhões de toneladas, um aumento de 14,3% em comparação a 2024. Destacou-se a operação de alto rendimento, como o comboio de 36 barcaças com capacidade para 110 mil toneladas, evidenciando o potencial de escala e a sustentabilidade ambiental do transporte hidroviário. Comparado ao rodoviário, o fluvial apresenta menor índice de acidentes, custo de frete reduzido e emissões de CO2 significativamente inferiores.

A movimentação é dominada por granéis sólidos, especialmente soja e milho oriundos das regiões produtoras do Mato Grosso, transportados pela BR-163 até Miritituba, em Itaituba (PA). De lá, as barcaças prosseguem até os terminais de Santarém e Barcarena, no Pará, para exportação internacional. Em 2025, soja e milho representaram 88,4% do total transportado, com crescimentos de 40% na movimentação de petróleo e derivados, e 46,8% em adubos (fertilizantes).

No primeiro bimestre de 2026, soja e milho responderam por 86% da carga, seguidos por adubos com 6,3% e granéis líquidos com 7,4%. A região conta com 41 empreendimentos em fase de projetos, obras e operações nas cidades de Itaituba, Santarém e Rurópolis, fomentando o desenvolvimento contínuo.

Investimentos via concessões prometem aprimorar a infraestrutura aquaviária, com serviços de dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica. Essas medidas garantirão segurança, regularidade e eficiência na navegação, incorporando tecnologias de monitoramento e inteligência fluvial. O contrato de longo prazo promoverá gestão transparente, investimentos privados e diálogo com a sociedade.

O transporte hidroviário emite 80% menos CO2 que o rodoviário, contribuindo para a preservação da Amazônia e alinhando-se aos compromissos brasileiros de sustentabilidade. Além de reduzir custos logísticos e potencialmente baratear produtos, as concessões integram as cidades paraenses a um ciclo de prosperidade econômica e social.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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