Tipos, causas e gatilhos da cefaleia
Principais tipos
O neurologista da Secretaria de Saúde (SES-DF), João Tatsch, explica que existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. As mais comuns são a cefaleia tensional, que provoca sensação de aperto ou peso na cabeça e costuma estar ligada ao estresse e à tensão muscular, e a enxaqueca, marcada por dor pulsante, geralmente de um lado só, além de náusea e sensibilidade à luz e ao barulho.
Gatilhos das crises
O cérebro de quem tem dor de cabeça crônica, especialmente a enxaqueca, é mais sensível a mudanças. Entre os principais gatilhos das crises estão:
- Noites mal dormidas
- Jejum prolongado
- Estresse e ansiedade
- Excesso de cafeína
- Mudanças bruscas na rotina
- Alterações hormonais
- Uso inadequado de analgésicos
Sinais de alerta e os perigos da automedicação
Embora a maioria dos casos seja considerada benigna, algumas situações exigem atendimento imediato. Dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço, confusão mental, alteração da fala ou fraqueza em um lado do corpo podem indicar quadros graves, como derrame.
O perigo da automedicação
A referência técnica distrital em Assistência Farmacêutica da SES-DF, Natasha Reis, destaca que o uso frequente de analgésicos pode causar danos sérios. “Muitas pessoas acreditam que remédios para dor de cabeça são inofensivos por serem comuns, mas estudos mostram que medicamentos amplamente utilizados, como paracetamol, ibuprofeno, dipirona e combinações analgésicas podem causar sangramento gastrointestinal, lesão renal, hepatotoxicidade e cronificação da dor”, explica.
O problema também está ligado à chamada cefaleia rebote, provocada pelo uso repetitivo de medicamentos. “Quando os analgésicos são usados de forma frequente, o cérebro reduz a resposta aos remédios. Esse efeito pode ocorrer quando analgésicos são utilizados por mais de 10 a 15 dias por mês, durante período superior a três meses”, detalha Reis.
Onde buscar atendimento
O tratamento das cefaleias começa com o diagnóstico adequado. Pacientes com dores frequentes ou recorrentes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para avaliação e acompanhamento. Caso seja necessário, o paciente será encaminhado via regulação ao especialista em neurologia nos ambulatórios da SES-DF.
Já em casos súbitos, intensos ou acompanhados de febre, alteração na fala ou no movimento do corpo, o usuário deve dirigir-se imediatamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou ao pronto-socorro de um hospital da rede pública.