O sétimo encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quarta-feira (20), debateu a construção de ambientes mais seguros e humanizados. A palestra “Comunicação não violenta na liderança: construindo ambientes de confiança” levou gestores e assessores a refletir sobre como a escuta ativa, a empatia e a qualidade das relações impactam o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Impacto da comunicação não violenta no atendimento
A formação foi conduzida por Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da Coordenação de Planejamento e Monitoramento de Contratações (CPLAM) e membro da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão (CAC). Ele destacou que a comunicação não violenta vai além das relações internas e reflete diretamente na assistência oferecida à população.
“Quando você começa a aplicar a técnica da comunicação não violenta, você tem um ganho na equipe, constrói um ambiente mais seguro e, consequentemente, vai ter uma equipe com maior performance. Isso reflete na ponta, em um atendimento com mais qualidade e uma escuta mais ativa do próprio paciente que busca os nossos serviços”, afirmou Costa.
Segundo o palestrante, um dos principais desafios das organizações está na qualidade das relações interpessoais. Ele ressaltou que, muitas vezes, equipes tecnicamente qualificadas deixam de alcançar melhores resultados devido a falhas de comunicação. “Às vezes, temos profissionais muito bons tecnicamente, mas as relações não estão boas. A liderança precisa identificar e trabalhar essas questões para fortalecer o time e melhorar a performance”, explicou.
Princípios e práticas
Ao longo da palestra, foram desenvolvidas atividades práticas que incentivaram os participantes a refletir sobre autenticidade, clareza na comunicação e construção de vínculos de confiança dentro das equipes. O palestrante também abordou a importância da escuta ativa, da linguagem positiva, da validação de sentimentos e da criação de espaços seguros para diálogo.
“Muitas vezes, colocamos máscaras nos ambientes em que estamos. Precisamos refletir sobre que tipo de ambiente estamos construindo e se existe confiança dentro da instituição”, destacou Ronaldo.
O debate também trouxe reflexões sobre liderança baseada em acolhimento, e não em medo. Foram apresentados os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV), como observação sem julgamento, empatia, escuta ativa e expressão respeitosa de sentimentos e necessidades. A metodologia busca transformar a comunicação por meio do diálogo construtivo e da compreensão mútua.
Desenvolvimento de lideranças no IgesDF
A analista executiva da assessoria de comunicação (Ascom) do instituto, Anna Beatriz Vieira, ressaltou que o momento foi uma oportunidade para rever ações e atitudes do dia a dia. “O PDL nos cria cenários onde podemos acompanhar as experiências de outros setores e levá-las para nossa realidade”, comentou.
Para o palestrante, iniciativas como o PDL representam um investimento direto no desenvolvimento humano dos colaboradores e na melhoria contínua dos serviços prestados pelo IgesDF. “O programa traz esse aspecto da formação. É uma pausa para refletir, compartilhar experiências e entender como boas práticas de comunicação podem melhorar nosso trabalho, dar mais fluidez aos processos e fortalecer a assistência prestada nas unidades”, concluiu.
O Programa de Desenvolvimento de Liderança promove encontros periódicos voltados para o fortalecimento das competências de liderança no IgesDF. A iniciativa é desenvolvida pela Superintendência de Pessoas, por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC).
Tatiana Marra, chefe do NUCDC, completou: “Promover espaços de diálogo sobre comunicação não violenta é essencial para o fortalecimento das lideranças e para a construção de relações de trabalho mais saudáveis, respeitosas e colaborativas. Capacitar os gestores nesse tema contribui diretamente para o desenvolvimento de equipes mais engajadas, para a melhoria do clima organizacional e para uma cultura institucional pautada na empatia e no respeito”.