A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), em parceria com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), promoveu nesta quarta-feira (3) o Seminário Maio Laranja, voltado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. A atividade reuniu voluntários do projeto Esporte Social.
Organizado pela Coordenação da Infância e da Juventude do TJDFT, o seminário teve como objetivo capacitar os participantes para identificar sinais de violência, acolher vítimas de forma adequada e realizar os encaminhamentos necessários à rede de proteção.
A programação foi conduzida por Nayara Ferreira, pedagoga da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), que abordou estratégias de prevenção, acolhimento e encaminhamento de casos de violência contra crianças e adolescentes. Ela destacou a importância da atuação integrada entre profissionais que trabalham diretamente com o público infantojuvenil e a rede de proteção.
Durante o evento, foi distribuído o guia inédito “Orientações para profissionais da rede de proteção diante de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência”. O material foi apresentado pelo psicólogo Reginaldo Torres, da Assessoria da Coordenação da Infância e da Juventude do TJDFT, e reúne orientações práticas para o acolhimento, a notificação e o encaminhamento de casos de maneira humanizada e responsável. Também foi disponibilizada uma versão digital da publicação, que integra as ações da campanha Maio Laranja: Mês da Infância Protegida.
Para o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, o esporte também tem papel fundamental na proteção de crianças e adolescentes. Segundo ele, os voluntários que atuam nos programas esportivos estão próximos de milhares de crianças e adolescentes, e a capacitação ajuda a fortalecer a rede de proteção e a prepará-los para identificar sinais de violência, acolher vítimas e encaminhá-las aos órgãos competentes.
Entre os participantes, a voluntária Shayulle Borges, do projeto PBJJ do Gama, afirmou que a capacitação foi importante para o trabalho desenvolvido com os alunos. Ela disse que agora se sente mais preparada para lidar com o tema e, caso presencie alguma situação de violência, sabe como agir e quais caminhos seguir.
Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a informações sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, os principais sinais de violência, os protocolos de atendimento e os mecanismos de denúncia e proteção existentes no Distrito Federal.
Com informações da Agência Brasília