Governo diz ter investido R$ 565 bilhões em segurança alimentar em 2025

O Governo do Brasil informou ter investido cerca de R$ 565 bilhões em ações voltadas à segurança alimentar e nutricional em 2025, no âmbito do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (III Plansan), primeiro ano de vigência do plano, que segue até 2027. O investimento reúne iniciativas de proteção social, transferência de renda, saúde, agricultura familiar, abastecimento alimentar e desenvolvimento territorial.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (08.06) pela secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity, durante o Encontro Nacional da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) +2 anos, em Brasília.

Segundo o primeiro ciclo de monitoramento do III Plansan, 73% das 410 entregas previstas para 2025 apresentam algum nível de execução. O eixo voltado ao fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) alcançou 93% de execução no primeiro ano do plano. Já as ações relacionadas ao combate à fome registraram 68,4% de implementação, enquanto as iniciativas de acesso à terra, água e território atingiram 72,8%.

O balanço também aponta avanços na reconstrução da governança da segurança alimentar e nutricional, com o fortalecimento da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), a implementação do Protocolo Brasil Sem Fome e a ampliação da adesão municipal ao Sisan, que já conta com mais de 2.297 municípios aderidos.

Durante a apresentação, Valéria Burity afirmou que o III Plansan marca uma retomada da agenda de segurança alimentar e nutricional. Ela lembrou que o país ficou quatro anos sem plano da área e que houve aumento da fome e da pobreza no período, citando que, em 2022, cerca de 33 milhões de pessoas estavam em situação de fome.

O monitoramento também registra que, entre 2023 e 2024, cerca de 26,5 milhões de pessoas saíram da situação de fome no Brasil. O país teria alcançado o menor índice da série histórica de insegurança alimentar grave, com 3,2% dos domicílios brasileiros, além do menor índice de insegurança alimentar grave entre crianças, adolescentes, população preta e parda, territórios rurais e regiões Norte e Nordeste. O levantamento ainda informa aumento da segurança alimentar e nutricional, que chegou a 75,8% dos domicílios do país.

O III Plansan é o principal instrumento de planejamento da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e foi elaborado para consolidar os avanços obtidos com a retomada das políticas públicas de combate à fome, iniciada em 2023. O plano reúne 8 anúncios, 19 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas.

Entre os desafios apontados para os próximos anos estão a consolidação da governança federativa e a expansão das ações voltadas às populações e regiões mais vulneráveis à insegurança alimentar e nutricional. O Encontro +2, organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), reúne representantes da sociedade civil e do poder público para avaliar a implementação do III Plansan, analisar os avanços desde 2023 e definir prioridades para o fortalecimento do Sisan e das políticas públicas de garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada.

T CSM
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