Anvisa veta lotes da fórmula infantil Nutramigen LGG; confira a lista.

Proibição foi publicada preventivamente para impedir a importação, a comercialização, a distribuição e o uso desses lotes específicos no País. - (crédito: Nikolai Chernichenko/Unsplash)

A decisão foi adotada após um alerta da agência reguladora dos Estados Unidos, que está investigando uma possível contaminação dos lotes por bactéria.

A Anvisa proibiu a comercialização de seis lotes da fórmula infantil em pó da marca Nutramigen LGG, em decorrência de um alerta da FDA, agência norte-americana reguladora de medicamentos e alimentos. A decisão foi tomada devido ao recolhimento voluntário desses lotes, relacionado a uma possível contaminação pela bactéria Cronobacter sakazakii. A fórmula é fabricada pela empresa norte-americana Reckitt/Mead Johnson Nutrition.

Os lotes proibidos são ZL3FHG, ZL3FMH, ZL3FPE, ZL3FQD, ZL3FRW e ZL3FXJ, identificados pelos códigos de barras 300871239456 e 30087239418, com validade até 1º de janeiro de 2025. A Anvisa publicou a proibição preventiva no Diário Oficial da União para impedir a importação, comercialização, distribuição e uso desses lotes no Brasil.

Até o momento, a Anvisa não identificou a exportação desses lotes para o Brasil, mas a FDA informou que foram exportados para vários países, incluindo Argentina, Bélgica, Canadá, Espanha, Reino Unido e Venezuela.

A empresa Reckitt/Mead Johnson Nutrition realizou o recolhimento voluntário dos lotes nos Estados Unidos devido à possível contaminação com Cronobacter sakazakii, apesar de não terem sido identificados casos de infecções relacionados ao consumo desses lotes. A Cronobacter sakazakii pode causar infecções, principalmente em recém-nascidos e prematuros.

A Anvisa orienta os consumidores a verificar o lote impresso na embalagem, não utilizar os produtos dos lotes proibidos e entrar em contato com o estabelecimento de compra para mais informações. Recomenda-se adquirir produtos com procedência conhecida e registrados na Anvisa, evitando compras pela internet devido à dificuldade em conhecer a origem e regularidade do produto.

Além disso, a Anvisa destaca a importância de utilizar fórmulas infantis apenas com orientação de profissionais de saúde habilitados, realizar a correta higienização de utensílios, seguir as instruções de preparação do rótulo e garantir a diluição adequada e temperatura segura para evitar contaminação por microrganismos perigosos.

Tribuna Livre, com informações da Agência Brasil

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