Apoio profissional auxilia mães com desafios da amamentação em Santa Maria

Apoio profissional auxilia mães com desafios da amamentação em Santa Maria
Apoio profissional auxilia mães com desafios da amamentação em Santa Maria | Imagem: Divulgação

Suporte especializado para amamentação em Santa Maria

Mães que enfrentam dificuldades nos primeiros dias de vida do bebê recebem apoio especializado para a amamentação no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O suporte, oferecido por meio do Banco de Leite Humano (BLH), acompanha as mães e visa tornar o processo mais seguro e tranquilo, auxiliando em dúvidas e adaptações.

Relato de uma mãe de primeira viagem

Nairana Almeida, mãe de primeira viagem, retornou ao HRSM com seu filho Isaac, de apenas 10 dias, em busca desse apoio. Ela relatou ter enfrentado dificuldades após o nascimento por não produzir leite imediatamente. “Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Recebi alta, fui para casa e ainda não tinha leite. Mas depois, com as orientações que recebi aqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, relata.

Durante o retorno ao BLH, Nairana aproveitou para esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução da maneira como o filho se posiciona e suga o peito, método conhecido como “pega do bebê”. Ela também observou algumas dificuldades na sucção, que seguem em avaliação pela equipe multiprofissional.

Orientações profissionais para a amamentação

Pega correta e fatores individuais

A pediatra Lorena Oliveira, que atendeu o caso, explica que não existe uma única postura correta para amamentar. Segundo ela, a melhor forma será sempre aquela em que a mãe estiver confortável, desde que o bebê esteja bem alinhado, com a barriga voltada para a mãe, boca bem aberta, bochechas cheias durante a sucção e sem causar dor à lactante. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo não está certo”, orienta.

A especialista ressalta que, além da técnica, outros fatores podem interferir no processo, como alterações anatômicas no mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou freio lingual alterado, situações que podem dificultar a pega mesmo quando a posição está correta.

Manejo adequado e atenção aos engasgos

Embora a produção abundante de leite seja positiva, o fluxo muito intenso também pode trazer desafios, fazendo com que o bebê tenha dificuldade para acompanhar a saída do leite e acabe se engasgando. “Orientamos que a mãe esvazie um pouco a mama antes da mamada e utilize posições em que o bebê fique mais elevado, o que ajuda no controle do fluxo”, recomenda a pediatra.

Caso o bebê se engasgue, mas continue tossindo e reagindo normalmente, a recomendação é apenas retirá-lo do peito e colocá-lo em posição ereta até que se reorganize. Após a amamentação, recomenda-se manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o tronco por alguns minutos para favorecer o esvaziamento gástrico e reduzir episódios de refluxo. “Não é necessariamente para o bebê arrotar. O objetivo é facilitar a digestão e evitar que o leite retorne”, afirma Lorena, completando que esse cuidado pode ser mantido conforme a necessidade de cada criança, especialmente durante o primeiro ano de vida.

T LB
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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