O setor agropecuário pode contar, ao longo de todo o ano, com o apoio proporcionado pelo BNDES Crédito Rural, linha de financiamento destinada a diferentes finalidades, como custeio, projetos de investimentos, capital de giro para cooperativas e aquisição de máquinas e equipamentos.
Criado em março de 2020, com o objetivo de manter uma oferta contínua de recursos ao setor, de forma complementar e independente da disponibilidade de recursos dos Programas Agrícolas do Governo Federal (PAGF), o produto é oferecido de forma indireta, por meio de diversos agentes financeiros credenciados, o que assegura ampla capilaridade no território nacional. Estão incluídos bancos comerciais públicos e privados, agências de fomento estaduais, bancos de montadoras, cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que definem quais linhas do portfólio operar.
“O acesso por meio dessa ampla rede permite que o interessado consulte diferentes instituições e compare as condições oferecidas para sua operação”, destaca Maria Fernanda Ramos Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo Rio Doce.
Após obter informações na página do produto no site do BNDES, o interessado deve procurar diretamente as instituições credenciadas, responsáveis pela análise do financiamento e pela negociação das condições, respeitando regras e limites definidos pelo BNDES.
Possibilidades ampliadas
Desde 2024, com a criação da modalidade CPR BNDES, as modalidades do BNDES Crédito Rural incluem cédulas de produto rural financeira (CPR-F) e certificados de direitos creditórios do agronegócio (CDCA).
Esses títulos podem ser emitidos por micro, pequenos e médios produtores e cooperativas de produtores rurais com faturamento de até R$ 300 milhões por ano, assim como empresas do mesmo porte que exerçam a atividade de comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos, insumos, máquinas e implementos agrícolas, pecuários, florestais, aquícolas e extrativos.
De forma complementar, o BNDES Crédito Rural prevê a possibilidade de utilização de custo financeiro referenciado em dólar, o que é interessante para produtores e empresas com receitas atreladas à moeda norte-americana, como os agroexportadores, permitindo maior compatibilização entre receitas e obrigações financeiras.
Outro destaque do produto são os prazos, que permitem adequar melhor o pagamento do financiamento à capacidade de geração de caixa de cada negócio. Para projetos de investimento, chegam a 15 anos, incluída carência de três anos para início do pagamento No caso da aquisição isolada de máquinas e equipamentos, o prazo é de dez anos, com dois de carência. O crédito para cooperativas pode ser pago em até dois anos, com seis meses de carência, enquanto os projetos de custeio têm prazo de até três anos. Já o CPR BNDES prevê até cinco anos para o pagamento, com dois de carência.
Estadão Contéudo