O furacão Isaías se aproxima da costa dos Estados Unidos como categoria 3, em uma escala até 5, e deve tocar o solo no noroeste da Flórida no final da tarde desta sexta-feira (9).
Este é o primeiro furacão da temporada no Atlântico e chega em um momento incomumente tardio devido ao fenômeno El Niño. Também é o primeiro a atingir o continente nos Estados Unidos desde Milton, em 2024.
Isaías registra ventos máximos sustentados de 195 km/h, e está a 310 quilômetros de Pensacola, na Flórida, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), sediado em Miami.
O NHC também alertou para chuvas fortes, inundações, rajadas de vento e uma elevação do nível do mar nas áreas costeiras.
As autoridades dos estados da Flórida e do Alabama declararam estado de emergência na quinta-feira e ordenaram evacuações.
Enquanto isso, vários moradores estocaram água e mantimentos diante da chegada do furacão.
– Preparativos –
No condado de Escambia, no noroeste da Flórida, as autoridades ordenaram evacuações em algumas áreas costeiras a partir do meio-dia de quinta-feira, devido ao risco de inundações.
Em Pensacola, cidade desse condado, equipes de empresas de energia elétrica instalaram-se em hotéis da região, com maquinário e equipamentos para lidar com possíveis cortes de luz. Alguns abrigos também foram disponibilizados.
“Os recursos estão chegando, os preparativos são extensos e estamos levando esta tempestade muito a sério”, disse o governador da Flórida, Ron DeSantis, em coletiva de imprensa.
As autoridades federais anunciaram que estão coordenando ações com os governos locais para uma resposta adequada ao furacão, que também provocou a suspensão nas operações petrolíferas no Golfo do México.
Até quinta-feira, cerca de 63% da produção de energia na região foi parcialmente interrompida. Isto significa que aproximadamente 1,3 milhão de barris por dia estão fora do mercado, segundo a Administração de Minerais Marinhos do governo dos Estados Unidos.
A temporada oficial de furacões no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro. Embora tempestades tropicais possam se formar durante esses meses, o primeiro furacão costuma surgir muito antes de outubro.
A formação tardia de Isaías no Atlântico contrasta com a atividade registrada no Pacífico, onde vários furacões se desenvolveram ao longo do ano, entre eles o Polo, que atingiu a categoria 5, a máxima da escala Saffir-Simpson.
Os meteorologistas atribuem essa diferença ao fenômeno El Niño, que costuma favorecer uma maior atividade de furacões no Pacífico, enquanto altera os ventos no Atlântico, o que dificulta que as tempestades se fortaleçam e se transformem em furacões.