Brasil consolida liderança em economia climática pós-COP30

Entre as iniciativas internacionais, Reis detalhou o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, criado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O fundo remunera investimentos rentáveis para manter a floresta em pé, incentivando o desenvolvimento de comunidades na Amazônia em harmonia com a biodiversidade, superando modelos predatórios.

Outro marco é a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono, parceria entre Brasil, China e União Europeia. O objetivo é promover interoperabilidade entre mercados, permitindo que metodologias brasileiras de baixa pegada de carbono sejam aceitas em jurisdições como o ajuste de fronteira de carbono europeu (CBAM). Essa coalizão acelera a transição para uma economia descarbonizada, fortalecendo o multilateralismo e valorizando vantagens brasileiras em biocombustíveis e soluções baseadas na natureza.

No âmbito doméstico, a secretária lidera o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), implementado pela Lei do Mercado Regulado de Carbono, com gestão temporária pela SEMC. O prazo para definir escopo de cobertura, critérios de monitoramento e registro central é dezembro, incluindo uma plataforma digital para comércio de ativos.

O diretor do Climate Policy Initiative, Juliano Assunção, alertou para os custos da inação climática, estimando 20% do PIB global por grau de aquecimento, e elogiou a coalizão como passo para integração de mercados. Ele posicionou o Brasil como líder em recursos renováveis, comparando-o à China em mão de obra qualificada, e enfatizou o fim do desmatamento como estratégia econômica.

O professor Jorge Arbache destacou a matriz elétrica brasileira 90% limpa, incentivando indústrias globais a se instalarem no país devido à energia renovável abundante. Representantes do setor privado, como a WEG, manifestaram apoio e ofereceram insumos para superar desafios regulatórios.

Cristina Reis concluiu que a descarbonização é essencial para a competitividade industrial brasileira, convidando associações a participarem de grupos de trabalho sobre metodologias e monitoramento do SBCE. A taxonomia busca convergência global para direcionar investimentos ao desenvolvimento sustentável real, transformando desafios climáticos em prosperidade econômica.

Com informações do Governo Federal

T CSM
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