Brasil tem menor taxa de analfabetismo da série histórica

O Brasil registrou, pela primeira vez, índice inferior a 5% de pessoas não alfabetizadas entre a população com 15 anos ou mais. Segundo a Pnad Educação 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha 8,4 milhões de não alfabetizados nessa faixa etária, o equivalente a 4,9% da população, menor percentual da série histórica iniciada em 2016.

Em Fortaleza, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o resultado reflete a retomada e a ampliação de políticas voltadas à educação de jovens e adultos. Entre os fatores citados estão a recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), a expansão do tempo integral e o programa Pé-de-Meia.

Segundo Barchini, o MEC teve 40 mil matrículas a mais no último ano na EJA, após um período de queda observado desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. A pasta também relaciona a melhora a ações como produção de materiais pedagógicos, formação continuada de professores e políticas de superação do analfabetismo e de elevação da escolaridade.

O ministro disse ainda que os indicadores educacionais passaram a mostrar melhora simultânea em três frentes: abandono escolar, reprovação e distorção idade-série. De acordo com ele, o abandono caiu 61% desde 2022, a reprovação recuou 62% em todo o país e a distorção idade-série diminuiu 28%.

Além do Pacto EJA, o MEC cita iniciativas como a expansão das escolas de tempo integral, a estratégia nacional de Escolas Conectadas, o aumento da complementação da União no Fundeb e o maior orçamento da história da pasta. O ministro também destacou o Pé-de-Meia como um dos principais fatores para a melhora da frequência escolar entre estudantes do ensino médio público.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, afirmou que os dados mostram a efetividade das ações, mas disse que ainda são necessários investimentos para reduzir desigualdades. O levantamento também aponta diferenças por raça/cor e região: os índices são mais altos entre pretos e pardos e nas regiões Norte e Nordeste.

T CSM
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