A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta quarta-feira (17) a parcela de junho do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 1. Ao todo, cerca de 19,3 milhões de famílias recebem o benefício.
Além do calendário regular, o pagamento foi unificado em 207 municípios de oito estados brasileiros para famílias que vivem em cidades em situação de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo governo. Nesses casos, o benefício é liberado no primeiro dia de pagamento, independentemente do NIS.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a medida atende 1,16 milhão de famílias e soma mais de R$ 778,12 milhões. O objetivo é amenizar os impactos causados por eventos climáticos extremos e outras situações emergenciais.
Na região Nordeste, o pagamento unificado alcança municípios do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. No Sul, a medida vale para cidades do Paraná. No Sudeste, inclui Mesquita, no Rio de Janeiro. Já na região Norte, há atendimento especial para municípios do Amazonas e de Roraima, além de áreas do território Yanomami.
Entre os municípios citados, no Rio Grande do Norte são 124 cidades; na Paraíba, 31 municípios; em Pernambuco, 27 cidades; em Sergipe, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida e Poço Verde; no Paraná, dez municípios; no Amazonas, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira; e em Roraima, Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Iracema e Mucajaí.
A Caixa informou que os beneficiários podem movimentar os valores preferencialmente pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de ir até uma agência. Também é possível usar o cartão para compras em estabelecimentos comerciais por meio da função de débito ou fazer saques em unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa. Nos terminais de autoatendimento, o saque pode ser realizado sem cartão, com identificação biométrica cadastrada previamente.
Durante o período de pagamento unificado, os processos de atualização do Cadastro Único ficam suspensos para evitar bloqueios e cancelamentos dos benefícios. A quebra do calendário escalonado é válida por dois meses e pode ser renovada se o município permanecer em situação de emergência ou calamidade.